Ed Ferreira/Estadão
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Marta lamenta ano ruim e quer seleção forte no Mundial

'O que temos em mãos é a vontade de continuar trabalhando', afirma a jogadora

AE, Agência Estado

28 de fevereiro de 2013 | 15h38

SÃO PAULO - Cinco vezes melhor jogada do mundo, Marta foi finalista da Bola de Ouro da Fifa pela nona vez seguida em 2012, mas acabou ficando sem a premiação, entregue à norte-americana Abby Wambach. A escolha tem a ver com a queda de rendimento da seleção brasileira, eliminada nas quartas de final dos Jogos de Londres, no ano passado.

A jogadora, de 27 anos, reconhece o momento ruim da seleção brasileira, mas promete recuperação. "Queríamos chegar um pouco mais longe, quem sabe brigar por uma medalha, e não conseguimos esse objetivo. Porém, sabemos que o Brasil tem grandes talentos e que outras oportunidades virão. O que temos em mãos é a vontade de continuar trabalhando para que possamos chegar já nas próximas competições, como no Mundial de 2015, com uma equipe melhor e mais preparada para brigar pelo título", disse Marta, em entrevista ao site da Fifa.

A temporada 2012, porém, não foi de toda ruim para Marta. A equipe dela, o Tyresö, foi pela primeira vez campeã sueca, encerrando uma série de três títulos seguidos do Malmö. Na última rodada, as duas equipes se enfrentaram e o time da brasileira acabou ficando com a taça.

"Foi um momento muito especial na minha vida poder voltar à liga sueca jogando por uma equipe que havia chegado apenas em 2009 à primeira divisão. Vencer o campeonato no último jogo foi realmente emocionante. Há tempos eu não passava por algo tão grandioso como atleta", lembrou ela.

Depois de atuar na Suécia e Estados Unidos na última década - além de passagens pelo futebol brasileiro -, Marta não esconde que pode aceitar propostas para jogar na Alemanha. "Sem dúvida, o Campeonato Alemão é muito forte. Alemanha e Suécia são, para mim, as duas ligas mais fortes no momento. E a Alemanha também é um país que gosta muito do futebol feminino, o que seria, sem dúvida, uma opção positiva."

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