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Marta pode ser eleita melhor do mundo

O País do futebol masculino pode, agora, ter, também, a melhor jogadora do mundo. A alagona Marta, de 18 anos, tornou-se fortíssima candidata a ganhar o prêmio oferecido pela Fifa de número 1 da temporada. A atacante encantou na Olimpíada e ganhou um apoio de peso. O presidente da Fifa, Joseph Blater, disse que a garota é tão habilidosa que poderia, até, jogar entre os homens. Curiosamente, na véspera da decisão do título contra os Estados Unidos, Marta havia dito que se considerava capaz de atuar no masculino. Técnica é o que não falta à atleta. Seu desempenho na final deixou até a mulher mais badalado do mundo do futebol impressionada. A norte-americana Mia Hamm, que pendurou as chuteiras após a conquista do ouro olímpico, disse que a brasileira tem talento bem acima da média e vai seguir brilhando na carreira. "Se vier o prêmio da Fifa, ótimo, mas não fico pensando nisso." A atacante, agora, voltará para a Suécia, onde defende o Umea. Marta não foi, no entanto, a única brasileira elogiada após a Olimpíada. A imprensa da Grécia e, principalmente, dos Estados Unidos ressaltou o excelente desempenho do time de René Simões na final. Até os americanos reconheceram que as sul-americanas dominaram o jogo e, se contassem com um pouquinho mais de sorte, teriam saído vencedoras. "O Brasil teve atuação maravilhosa, criou as melhores oportunidades e só não ganhou por detalhes", analisou Helen Wheelock, jornalista americana que cobre a Olimpíada em Atenas. "O jogo de quinta-feira me lembrou algumas lutas do Muhammad Ali em fim de carreira. Os adversários atacavam, mas ele acabava dando o golpe final", acrescentou. "Talvez tenha faltado um pouco de experiência ao Brasil na hora de decidir." Diversão - Passada a tensão da final, as jogadoras tiraram a sexta-feira para passear. Além de terem visitado alguns pontos turísticos de Atenas, tiraram a tarde para prestigiar a seleção brasileira feminina de basquete. Não deram muita sorte, pois as australianas ganharam a partida, mas puderam relaxar durante as quase duas horas de jogo. René Simões vai conversar com o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, nos próximos dias, para definir seu futuro. O treinador deixou claro que só aceitará permanecer na equipe feminina se tiver aumento salarial. Comentou que, se receber o que Ricardo Gomes ganhava no time pré-olímpico masculino, já estará satisfeito. Algo em torno de R$ 40 mil.

Agencia Estado,

27 Agosto 2004 | 19h24

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