Masculino inspira o Feminino na Colômbia

Embalado pelo feito dos homens, time de Vecchi começa briga pela vaga olímpica. Só a campeã do torneio vai a Londres

AMANDA ROMANELLI, O Estado de S.Paulo

24 de setembro de 2011 | 03h04

A seleção feminina de basquete entra em quadra, hoje, contra o Paraguai, às 18h45 (de Brasília), para igualar feito já conquistado pelos homens: a classificação para os Jogos de Londres. Mas, ao contrário do que aconteceu no torneio masculino, apenas uma vaga será dada pelo Pré-Olímpico de Neiva, na Colômbia. Portanto, além de chegar à final, a seleção também terá de conquistar o ouro para celebrar a vaga olímpica.

A classificação da seleção masculina é motivação extra para as mulheres, que disputam a fase de classificação até terça-feira. A competição terá dois grupos de cinco equipes. As duas melhores seleções de cada chave classificam-se às semifinais. A decisão será no sábado. Mas, ao contrário da seleção masculina, que não disputava uma Olimpíada havia 16 anos, as mulheres não têm jejum a quebrar.

"A conquista levantou a autoestima do basquete de uma forma geral e é uma grande fonte de inspiração para nós", disse o técnico Ênio Vecchi, que faz sua primeira competição oficial à frente de uma equipe feminina. Ex-técnico do Vitória, ele assumiu a equipe em dezembro, substituindo o espanhol Carlos Colinas.

Até para se adaptar ao trabalho com as mulheres, Vecchi fez um extenso trabalho de preparação. Convocou um primeiro grupo de jogadoras em maio para um período de treinos e dois torneios amistosos na China. Depois, divulgou nova lista em julho, já com as atletas que trabalharam para o Pré-Olímpico.

No grupo de 12 atletas, terá uma mistura entre jogadoras experientes e jovens valores. Na primeira categoria, estão a armadora Adrianinha, única remanescente do grupo que ganhou bronze na Olimpíada de 2000, assim como as alas Micaela, Sílvia Gustavo e Chuca. Entre as novatas, o principal nome é a pivô Damiris, melhor jogadora do Mundial Sub-19, no Chile.

A principal estrela do Brasil, contudo, é Erika, que enfrentou uma maratona aérea para se unir ao grupo - a ala Iziane, sua colega de time na WNBA, pediu dispensa para disputar os playoffs com o Atlanta Dream.

A pivô atuou na noite de quinta-feira, em Indianápolis, na primeira partida dos playoffs, em que o Dream perdeu para o Indiana Fever por 82 a 74. Erika jogou 37 minutos, marcou 8 pontos e pegou 13 rebotes. No mesmo dia, deixou os EUA rumo à Colômbia. Em Bogotá, perdeu a conexão para Neiva, só chegando à cidade do Pré-Olímpico na noite de ontem. Mas deve jogar hoje.

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