Massa critica bagunça da F-1

Piloto da Ferrari, ainda sem pontuar, diz ter vergonha da desorganização da categoria neste início de temporada

Livio Oricchio, O Estadao de S.Paulo

17 de abril de 2009 | 00h00

Diante de tantas indefinições, incertezas e suspeitas de politicagem, Felipe Massa não economizou palavras e fez críticas pesadas à organização da Fórmula 1 nesta temporada. "Tenho vergonha de termos um campeonato tão desorganizado por tudo o que ocorreu desde o começo do ano, mudança de pontuação, três categorias diferentes em uma, não é o esporte que desejamos ver." O piloto tenta hoje, na sessão que definirá o grid do GP da China, melhorar sua participação e da Ferrari no Mundial, última colocada, sem nenhum ponto. Veja os resultados dos primeiros treinos livres na ChinaFatores externos explicam também esse momento da F-1, de acordo com Massa. "O campeonato começou mais na política que no esporte." E não se omitiu de responder se a decisão do Tribunal de Apelos da FIA, considerando os carros da Brawn, Toyota e Williams legais, teve influência política. "Com certeza." Muitos acreditam que Max Mosley, presidente da FIA, deseja desestabilizar a união das equipes ao permitir que algumas apresentem desempenho tão superior, como as três com difusores polêmicos. Campeã no ano passado entre os construtores, a Ferrari tenta sair do último lugar. "Temos algumas novidades no carro, mas nada que faça uma diferença como a permitida pelo difusor. Estamos trabalhando muito para antecipar o nosso pacote aerodinâmico, com o difusor, previsto para o GP da Turquia (em 7 de junho)." A hora em que o novo carro for para a pista as diferenças para Brawn, Toyota e Williams começarão a diminuir. "Se demorar muito e a Brawn não fizer nenhuma besteira, o campeonato pode ter acabado. Se ocorrer algo de diferente, então as outras equipes têm ainda alguma chance", falou Massa. O desastroso desempenho na Austrália e na Malásia já teve desdobramentos. O responsável pelas estratégias, Luca Baldisseri, passou a trabalhar na sede da Ferrari. "Parece que foi uma demissão, mas na realidade necessitamos dele no trabalho de refazer o carro", explicou Massa, sem convencer. Em Melbourne, Baldisseri estabeleceu estratégia de três pit stops para Massa e Kimi Raikkonen, um desastre. E na Malásia orientou de forma equivocada o pneu ideal para aquela condição. O australiano Chris Dyer, chefe dos engenheiros de pista, cuidará das estratégias, fundamentais no resultado das corridas, função que exercia junto de Ross Brawn quando foi o engenheiro de Michael Schumacher na equipe italiana.

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