Massa lembra de um dia triste: Senna negou-lhe autógrafo

Por esse motivo, diz que sempre procura atender aos pedidos das crianças

Erica Akie e Livio Oricchio, O Estadao de S.Paulo

11 de outubro de 2007 | 00h00

O piloto brasileiro Felipe Massa, da Ferrari, lembrou ontem em São Paulo de um momento triste de sua infância: o dia em que seu ídolo Ayrton Senna se negou a lhe dar um autógrafo. ''''Me lembro que sempre torci para os pilotos brasileiros, como o Piquet e o Ayrton. No dia em que o Senna não quis me dar um autógrafo eu fiquei triste, mas aquilo me serviu de lição, me fez enxergar algumas situações'''', recordou. ''''Às vezes acontece de eu não poder dar um autógrafo, por exemplo. Mas, quando é uma criança, dificilmente eu nego'''', declarou Massa, que à tarde andou de kart com Rubens Barrichello na Granja Viana.Sem chance de brigar pelo título no dia 21, no GP do Brasil, em Interlagos, última prova da temporada, Massa disse que só em último caso fará jogo de equipe para ajudar o companheiro da Ferrari, Kimi Raikkonen. ''''Só se, por algum milagre, as McLaren tiverem problemas e não estiverem entre as oito primeiras'''', disse, convicto.O brasileiro, que tem 86 pontos e é o quarto no Mundial, deixou bem clara a vontade de lutar pela segunda vitória consecutiva em casa. ''''Vou correr para ganhar, como sempre. Claro que trabalho para uma equipe, mas acho muito difícil que o Kimi possa brigar pelo título. Se esse milagre acontecer, aí sim vamos pensar em ajudá-lo'''', disse o piloto, que ganhou o título Campeão da Unicef para as crianças brasileiras.Massa não poderá usar o macacão verde e amarelo, como fez em 2006. ''''Infelizmente não vai dar por questões burocráticas dentro da equipe.'''' Sobre as obras em Interlagos, que teve a pista totalmente recapeada, o piloto comentou: ''''É uma pista muito competitiva tanto para a McLaren quanto para a Ferrari. Sempre tivemos um circuito sensacional com um asfalto que não era sensacional. Espero que tenham feito um trabalho decente em relação às ondulações da pista.''''ALONSOAs lições com a temporada na McLaren, a mais desgastante da sua carreira, estão levando Fernando Alonso a exigir tudo o que considera seu direito e mais alguma coisa a Flavio Briatore, diretor da Renault, com quem negocia o retorno à equipe. Vários impedimentos têm de ser contornados para o espanhol, que tenta ser tricampeão, voltar ao time onde conquistou os títulos de 2005 e 2006. Mas, mesmo sem saber se dará certo, Alonso exige, por escrito, tratamento diferenciado dentro da escuderia.''''Alonso impõe ser o primeiro piloto, decidir sua estratégia de corrida independentemente do companheiro, não disponibilizar todos os detalhes de ajuste, garantias de que as novidades técnicas serão incorporadas primeiro no seu carro e ainda quer o carro reserva em todo GP'''', contou uma fonte em Xangai. Fala-se até interferir na escolha do companheiro. Ele não gostaria de ter Nelsinho Piquet ao seu lado.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.