Massa vai ter de brilhar e torcer

Para ser campeão, brasileiro precisará ser primeiro ou segundo em Interlagos e ainda ?secar? o favorito Hamilton

Livio Oricchio, XANGAI, O Estadao de S.Paulo

20 de outubro de 2008 | 00h00

A desgastante experiência do ano passado ainda está bem viva na memória de Lewis Hamilton, da McLaren, para lhe permitir começar a fazer festa por seu provável título mundial na Fórmula 1, o primeiro na sua breve carreira. Mas os números estão amplamente do seu lado. Com a vitória do GP da China, chegou depois de 17 etapas a 94 pontos. O segundo lugar de Felipe Massa, da Ferrari, o levou a 87 pontos. Com o sexto lugar na corrida de Xangai, Robert Kubica, da BMW, ficou de fora da luta pelo título. Tem, agora, 75 pontos e há apenas o máximo de 10 em jogo. Luta para ser no máximo terceiro.O inglês precisa apenas ficar entre os cinco primeiros em Interlagos para ser campeão. Um quinto posto lhe levará a 98 pontos e Massa não terá mais como mais alcançá-lo. Se chegar em sexto, o brasileiro não poderá vencer. Sétimo lhe serve se Massa não ganhar e o oitavo bastará caso o ferrarista não termine em primeiro ou segundo.Para Massa, com 7 pontos a menos que Hamilton, apenas a vitória ou segundo lugar garante a possibilidade de ser campeão. Além disso dependerá do que fizer o piloto da McLaren. Com um primeiro lugar, Massa ficaria com 97 pontos, mas só vai fazer a festa se seu rival ficar no máximo em sexto - também faria 97 pontos, mais ficaria atrás no número de vitórias, cinco contra seis do brasileiro.O segundo lugar ainda pode dar o título a Massa, mas nessa hipótese o inglês não pode ir além da oitava posição. Os dois ficariam com 95 pontos, cinco vitórias e o brasileiro levaria a taça porque somaria três segundos lugares contra dois. ACELERADAS Bela prova de Nelsinho Piquet, da Renault, em Xangai. Pela quinta vez na temporada marcou pontos. Ontem foi oitavo no GP da China e tem, agora, 19 pontos. Seu companheiro, Fernando Alonso (foto), bicampeão do mundo, foi quarto e chegou a 53. Alonso deverá ser anunciado pela Renault no GP do Brasil, enquanto Nelsinho viu suas possibilidades de renovar contrato crescerem muito nas duas últimas provas. Foi quarto no Japão. "Se tivéssemos optado por um pit stop, é provável que teria sido sétimo." Aparentemente, o 11.º lugar de Rubens Barrichello é um resultado comum. Mas quando se observa que deixou para trás com o deficiente carro da Honda as duas Williams, uma Toro Rosso e uma Red Bull, seu desempenho cresce de importância. "Ganhei três posições na largada e pulei para décimo", disse. "Mas o 11.º é o máximo possível para esse carro, mesmo quando conseguimos tirar tudo dele na corrida, como agora." Erros das equipes McLaren e Toro Rosso impediram seus pilotos de marcarem pontos. Os mecânicos inverteram os pneus dianteiros do carro de Heikki Kovalainen. Puseram os direitos no lado esquerdo e os esquerdos no lado direito. Depois um furo obrigou Kovalainen a parar nos boxes e, na seqüência, abandonou com problemas hidráulicos. Já Sebastian Vettel perdeu a chance de ser 8.º ao ficar muito tempo parado no primeiro pit stop, decorrente de um problema com a roda dianteira esquerda. "Ser nono é frustrante." Amanhã, em Genebra, os representantes da associação das equipes (Fota) vão entregar ao presidente da FIA, Max Mosley, o que querem mudar na F-1: atribuir 1 ponto ao mais veloz na segunda parte da classificação, motor resistente a três GPs em vez de dois, redução dos testes de 30 para 20 mil km, dentre outras medidas. E vão dizer "não" a Mosley à regra de motor único para todos, anunciada sexta-feira.

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