Match point 1

Primeiro match point de Sebastian Vettel. Nada improvável ele encerrar o campeonato agora em Cingapura, mas ainda dependendo de resultados dos adversários.

REGINALDO LEME, O Estado de S.Paulo

24 de setembro de 2011 | 03h04

Quem mais pode impedir que isso aconteça é Fernando Alonso. Para o espanhol basta chegar ao pódio. Webber e Button também podem impedir, mas precisam de um segundo lugar. Levando-se em conta o bom desempenho da McLaren neste circuito e o fato de Hamilton ter vencido o GP dois anos atrás, um resultado absolutamente dentro da lógica que botaria um ponto final na briga seria Vettel em primeiro com Hamilton em segundo e Webber, Button ou Massa em terceiro.

Desta vez não há tensão na disputa do título. Nem Vettel tem pressa de uma conquista mais do que garantida, nem os rivais estão preocupados em impedir. O pensamento dos rivais resume-se ao que Alonso vem dizendo: "Já que a conquista de Vettel é questão de tempo, o que temos a fazer é tentar vencer corridas". Para se tornar o mais jovem bicampeão da história, o alemão só precisa marcar mais 38 pontos. E tem seis corridas para fazer isso.

O circuito de sentido anti-horário de Cingapura tem 23 curvas (nove à direita e 14 à esquerda). Só o também circuito de rua de Valência tem mais curvas - 25. A Pirelli escalou a mesma combinação de pneus que usou em Mônaco, no Canadá e na Hungria - o macio e o supermacio.

Apenas em Cingapura e Mônaco os carros usam o máximo de pressão aerodinâmica - de 0 a 10, nível 10. Quanto mais pressão, maior o efeito conhecido por "downforce". Mesmo na pista da Hungria, o nível é 9. No Canadá as retas velozes exigem bem menos pressão (ajustada principalmente através do grau de inclinação do aerofólio) e em Valência, das 25 curvas, apenas uma é feita abaixo dos 100 km/h, o que justifica os engenheiros usarem menos pressão do que em outros circuitos de rua.

Conquistar um título em plena noite também não seria novidade para Vettel. No ano passado ele foi campeão em Abu Dabi, corrida que começa às 5 da tarde no horário local e termina já em plena noite. Em Cingapura tudo acontece à noite, graças aos 1.500 refletores que garantem uma iluminação quatro vezes mais potente que a de um jogo noturno no melhor estádio de futebol do mundo.

Stock Car. A regra que exige um mínimo de 3 litros de etanol no tanque dos carros ao final da corrida já mudou, mas é preciso um tempo para que a mudança faça parte do regulamento. Isso acontece com o regulamento técnico. Quando se trata de regulamento esportivo, qualquer mudança se aplica imediatamente. Por isso, a punição que tirava 30 pontos do piloto que cometesse infração já caiu. E os dois pilotos que ficaram sem combustível na pista (Alceu Feldman e Marcos Gomes) só perderam os pontos que haviam marcado.

Pode até ser exigência legal para mudanças na regra técnica, mas a perda dos pontos não é nada simpática ao torcedor, dificulta o entendimento e causa injustiça para pilotos que arriscaram na estratégia e se mantiveram na pista até a bandeirada. Tão ruim quanto a decisão de largar com safety car numa pista já começando a secar e com a qual os pilotos - todos eles bem experientes - já tinham feito um treino de adaptação às novas condições.

A Stock visa ao show, como faz a Nascar americana. O show da última corrida foi Alceu Feldman, com mais de 100 corridas, vencer pela primeira vez. E justamente quando o piloto catarinense, mas vivendo há muito tempo no Paraná, vinha dizendo, no seu linguajar já bem paranaense, que pensava em abandonar a Stock porque estava cada vez mais difícil acompanhar o ritmo dos "piás" (traduzindo: garotos).

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