Match Race: Alan Adler vence 1.ª etapa

Um fim de semana complicado para os velejadores da terceira edição da Match Race Brasil, que encerrou sua primeira etapa neste domingo, em Salvador, na Bahia. Com a falta de vento, foram folheadas várias páginas das regras da competição no sábado e ainda sobraram mais algumas dúvidas. Torben Grael chegou a vencer André "Bochecha" Fonseca na primeira regata da melhor-de-três da semifinal, da mesma forma que Alexandre "Spanto" Saldanha passou por Alan Adler.Mas, como as séries não foram encerradas até as 14h, as semifinais foram invalidadas, ficando a final para os dois primeiros colocados da fase de classificação: Adler e Bochecha. Novamente não houve ventos para a final em melhor-de-três até as 16h e Alan Adler - como mais bem classificado na fase classificatória - levou esta primeira etapa, embolsando R$ 25 mil dos R$ 40 mil que serão distribuídos a cada uma das três etapas. Pela ordem, o segundo foi "Bochecha", com R$ 10 mil em prêmio, seguido de Torben, com R$ 5 mil, e "Spanto" . Levaram vantagem as mulheres: as duas tripulações correram antes, enquanto ainda havia vento, e pela primeira vez em barcos de 40,7 pés, com vitória da comandante Caroline Béjar.Nesta segunda-feira a Federação Brasileira de Vela e Motor terá sua reunião à tarde, no Rio de Janeiro, para apresentação ao Conselho de Representantes de como se pretende aplicar o dinheiro previsto para este ano, além de contas das verbas passadas. Os atletas, que vêm reclamando de falta de trabalho e transparência da FBMV, podem ir à reunião, mesmo sem ter direito à palavra. Vários dos velejadores estão abrindo empresas, para poder receber o dinheiro dos patrocinadores, sem ter de deixar 5% pelas notas emitidas pela FBVM. Mas, além de "se virar" para conseguir patrocinadores, os atletas têm problemas a discutir, como o transporte de barcos ao Mundial de 470 em agosto, em São Francisco nos Estados Unidos: devem ir os "velhos", que estão na base do Lago de Como, na Itália, junto com os da Europa.Nem Alexandre Paradeda nem Fernanda Oliveira têm dinheiro para levar seus barcos de Porto Alegre. Mesmo se tivessem, há outro problema: se fossem de navio, são dois meses para ir, mais dois para voltar, tempo muito grande para ficar sem treinar, como explica a atleta, que nem tem idéia de quanto custaria para mandar de avião. Como apenas os melhores do ranking por classe terão passagens pagas para os respectivos Mundiais pela FBVM, os velejadores não deverão ir a mais que uma outra competição fora do País - Fernanda vai tentar ir ao europeu, em junho -, e ainda assim se tiverem patrocínio.

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