Maternidade muda carreira de Fabiana. Para muito melhor

Fabiana Beltrame mudou de categoria após a chegada da filha Alice e conseguiu resultados históricos para o remo

Amanda Romanelli, O Estado de S.Paulo

19 de novembro de 2010 | 00h00

Fabiana Beltrame não tem dúvidas ao dizer que a maternidade mudou a sua vida. Mais do que força de expressão, a chegada de Alice, de um ano e dois meses, modificou o corpo da remadora. A correria da vida de mãe fez Fabiana perder, naturalmente, 9kg. Virou peso leve - e isso não poderia ter sido melhor.

Em sua primeira temporada na nova categoria, a catarinense de 28 anos colecionou dois resultados históricos para o remo brasileiro. Em julho, conquistou a medalha de bronze no single skiff na etapa da Copa do Mundo em Lucerna, na Suíça.

Graças ao bom momento, pôde participar de seu primeiro Mundial, no início do mês, em novembro, na Nova Zelândia. O 4.º lugar na prova foi motivo de comemoração para o esporte, mas alvo de frustração da remadora, que ficou a apenas 0s13 do bronze. "Só consegui ver a prova alguns dias depois", afirma Fabiana sobre a final disputada no Lago Karapiro. "Fiquei arrasada por ter chegado tão perto, apesar de ter sido um resultado histórico para o Brasil. Mas já superei."

Com sinceridade, Fabiana admite que não via chances de progredir na classe aberta, pela qual disputou as olimpíadas de Atenas/2004 e Pequim/2008. "Eu até poderia conseguir vaga para Londres, em 2012, mas sei que iria só para participar."

Animada para 2011, que terá nova edição do Mundial e o Pan de Guadalajara, Fabiana procura uma parceira para dividir o double skiff (o barco de um não faz parte do programa olímpico). E conta da ajuda de Alice, que há pouco aprendeu a andar, para continuar na nova categoria.

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