Maurício Ramos luta para não ser o vilão

Após as falhas nos jogos contra o Botafogo e o Flu, zagueiro se abateu, mas permanece como homem de confiança de Kleina

O Estado de S.Paulo

18 de novembro de 2012 | 02h02

O zagueiro Maurício Ramos vive um de seus piores momentos na carreira e luta para não ficar rotulado como o vilão de um inevitável rebaixamento. O jogador, regular na maior parte da temporada, cometeu erros cruciais nos últimos dois jogos que o deixaram à beira da depressão.

Ao término da partida contra o Fluminense, o zagueiro chorou como uma criança, em uma mistura de vergonha, decepção e medo. Apesar da ameaça de rebaixamento há tempos, tudo ia bem com o zagueiro até a partida contra o Botafogo. Regular na maior parte da temporada, tanto o técnico Luiz Felipe Scolari quanto Gilson Kleina confiavam no jogador e deixavam claro que ele era titular absoluto na zaga.

Alguns dias antes de dar entrevista falando que o Palmeiras iria calar os críticos que davam o rebaixamento como certo, o zagueiro falhou nos dois gols do Botafogo em Araraquara e deu início ao declínio técnico e psicológico.

Durante a semana, teve dificuldades para dormir e precisou de apoio dos companheiros. "O Maurício sofre muito com a derrota e chora quando isso acontece. Mas ele tem a minha confiança", disse o treinador.

Diante do Fluminense, chance de redenção. E, mais uma vez, a decepção. Em um cruzamento de Fred, Maurício Ramos tentou cortar o lance, a bola pegou efeito e encobriu Bruno. Vantagem para o Flu e mais lamentação do zagueiro. Mas nem assim perdeu créditos com o treinador. Quatro minutos depois, Marcos Assunção foi substituído e Maurício Ramos ficou com a faixa de capitão, algo que pode se repetir hoje, caso o volante não tenha condições de jogo.

Kleina conversou com o zagueiro durante os treinamentos e mais uma vez lhe disse que ele é um de seus homens de confiança. Mais do que a vontade, Kleina tem a necessidade de contar com o jogador, já que Henrique, Leandro Amaro e Thiago Heleno estão machucados; só restam Román e o jovem Wellington para a zaga. No coletivo realizado na sexta, mostrou estar recuperado. Conversou bastante com Román e Artur para tentar acertar o posicionamento da defesa e orientou o time. /D.B.

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