Mauritânia: imagem pacífica

Mas mortes da semana passada alteraram o conceito

O Estadao de S.Paulo

04 de janeiro de 2008 | 00h00

A Mauritânia é um país de maioria muçulmana considerado pacífico em relação aos vizinhos, como a Argélia, onde, no mês passado, 37 pessoas morreram em um atentado suicida. Ex-colônia francesa, a pesca e a extração de minério de ferro eram as principais atividades, mas há cerca de dois anos foram descobertas jazidas de petróleo, cobre, fosfato, ouro, diamante e gesso. O governo tem buscado incrementar o turismo. O Rali Dacar era um atrativo - oito etapas das 15 da prova seriam em solo mauritano.O Rali Dacar sempre conviveu com as ameaças de terrorismo, mas a morte de quatro turistas franceses, três deles de uma mesma família, e três militares, na Mauritânia, semana passada, fez com que, pela primeira vez em 30 anos, a competição fosse cancelada por falta de garantias de segurança aos competidores, mais da metade franceses. Os nomes das vítimas não foram revelados.No dia 24, os turistas estavam em Aleg, cidade situada 250 km a leste da capital da Mauritânia, Nuachkott, quando foram atacados por homens armados. Somente um integrante do grupo sobreviveu e o caso ganhou repercussão na França. Como a Mercedes preta das vítimas não foi tocada e, em setembro, um líder da Al-Qaeda fez um apelo para que os muçulmanos do norte da África "limpassem" a região de espanhóis e franceses, o caso ganhou maiores proporções. Dia 27, os militares foram mortos em El Ghallawiya, 700 km a noroeste da capital, aumentando a tensão.

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