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Maurren Maggi inicia disputa como uma incógnita no Mundial

Medalhista de ouro no salto em distância na Olimpíada de Pequim, brasileira busca nova conquista em Berlim

Agência Estado,

20 de agosto de 2009 | 23h35

BERLIM - Maurren Maggi busca nesta sexta-feira, a partir das 13 horas (de Brasília), a classificação para a final do salto em distância, que só acontecerá no domingo, o último dia de disputa do Mundial de atletismo de Berlim, na Alemanha. A brasileira de 33 anos pisará no Estádio Olímpico como campeã olímpica da prova, mas também como uma incógnita.

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Nélio Moura, técnico de Maurren, garante que a pupila está preparada para a competição e espera vê-la na briga por medalhas. Mas a verdade é que a saltadora brasileira competiu pouquíssimas vezes nesta temporada e sua real condição física ainda é cercada de muito mistério, principalmente por um problema crônico no joelho direito.

As dores postergaram a estreia de Maurren na temporada. Deveria ter ocorrido no Meeting de Paris, em fevereiro, ainda durante a disputa de provas em pista coberta. Mas o incômodo no joelho fez com que a atleta desistisse do torneio. Sua primeira prova foi apenas no GP de Doha, em maio, quando saltou 6,90 metros e conseguiu sua melhor marca do ano.

Depois da competição no Catar, foram só mais três provas, todas no Brasil. Maurren participou do GP do Rio, em 17 de maio - venceu com 6,85 metros. Uma semana depois, no GP Brasil, disputado em Belém, foi apenas a terceira colocada, com inexpressivos 6,59 metros - na ocasião, a vitória foi da norte-americana Britney Reese, com a marca que ainda é a melhor do mundo nesta temporada (7,06 metros).

Assim, o último torneio de Maurren foi o Troféu Brasil, em junho, no Rio. Na ocasião, ela ficou em segundo lugar, com 6,75 metros. Foi batida pela também brasileira Keila Costa, outra representante do Brasil na prova do salto em distância no Mundial de Berlim - a meta dela é conseguir chegar à final de domingo.

NA DISPUTA

Outros dois atletas brasileiros brigam por classificação às finais nesta sexta-feira. Fabiano Peçanha superou nesta quinta a primeira eliminatória dos 800 metros, mas ainda tem mais um desafio na prova que mais medalhas rendeu ao Brasil na história do Mundial: Zequinha Barbosa foi prata em Tóquio (1991) e Roma (1987), enquanto Joaquim Cruz foi bronze em Helsinque (1983).

Já no lançamento do dardo, Júlio César de Oliveira quer dar continuidade a uma boa temporada. No Troféu Brasil, ele bateu o recorde brasileiro com a marca de 80,05 metros. Campeão mundial Sub-17 em 2003 e medalha de prata no Mundial Juvenil de 2004, sua participação nas eliminatórias do Mundial de atletismo de Berlim acontece nesta sexta-feira.

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