Maurren será julgada nesta segunda-feira

O Brasil terá Maurren Higa Maggi, dona da melhor marca do mundo em 2003 no salto em distância (7,06 m), nos Jogos de Atenas? Parte da resposta será conhecida nesta segunda-feira, com a sentença do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) da Confederação Brasileira de Atletismo sobre o caso de doping que envolve a atleta. A audiência de julgamento será às 18h30, no Auditório do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas, em Manaus. E Maurren estará presente."Decidimos que seria melhor ela ir e prestar os esclarecimentos que forem necessários", diz o advogado da atleta, Luciano Hostins, especialista em direito esportivo.A estratégia da defesa será provar que o doping não trouxe vantagem de desempenho e assim, reduzir a pena para que Maurren salte em Atenas - os Jogos começam em 13 de agosto. A atleta já está em Manaus (tem feito alguns treinos na pista de lá), com a família do namorado, o piloto Antônio Pizzonia.O drama de Maurren começou com o antidoping positivo para a substância proibida Clostebol no controle feito no Troféu Brasil (14 de junho de 2003). Ela está suspensa provisoriamente desde 1º de agosto. Segundo a atleta, a substância detectada no exame seria proveniente do creme cicatrizante usado após depilação a laser.O técnico Nélio Moura espera ter a atleta de volta aos treinos, em São Paulo, se a suspensão for reduzida. Retomando a preparação a pouco mais de seis meses dos Jogos, ele acha que Maurren "pode ser competitiva em Atenas". Aprova a estratégia do advogado, de provar "circunstâncias excepcionais" (creme cicatrizante) e buscar a menor suspensão possível (pela regra, de 3 meses a 2 anos). "Pelo que está na regra, ela é culpada. Mas como o desempenho não foi beneficiado, é injusto tirá-la da Olimpíada. Uma pena reduzida seria uma sentença justa. A IAAF (Associação Internacional de Federações de Atletismo) não baixaria a guarda, principalmente após os últimos escândalos de doping, e Maurren não seria injustiçada", analisa Nélio.

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