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Wilton Junior/ Agência Estado
Wilton Junior/ Agência Estado

Maya Gabeira afirma que Burle é um dos culpados por grave acidente em Nazaré

Em entrevista a jornalista norte-americano, surfista fala sobre situação que por pouco não lhe tirou a vida em 2013

Redação, O Estado de S.Paulo

02 de junho de 2021 | 22h14

A surfista Maya Gabeira afirmou nesta quarta-feira que seu ex-mentor Carlos Burle é um dos culpados pelo grave acidente sofrido em 2013, em Portugal. Na ocasião, a carioca por pouco não perdeu a vida. A surfista buscava quebrar o recorde de onda mais alta já surfada.

O acidente aconteceu na Praia do Norte, em Nazaré, cidade localizada a cerca de 100km ao norte de Lisboa, capital portuguesa. Ao tentar surfar uma onda gigante, Maya sofreu uma queda e ficou submersa por alguns minutos até ser resgatada. Levada à praia, a surfista precisou ser reanimada e em seguida conduzida ao hospital, onde se constatou a fratura de um tornozelo.

Em entrevista ao jornalista norte-americano Graham Bensinger, Maya Gabeira detalhou a situação, explicando fatos que antecederam o acidente. Ela disse também que Burle não tinha a experiência necessária para prestar socorro caso acontecesse alguma emergência.

"Burle não tinha experiência e não existia equipe de resgate como nos dias de hoje. Ele tinha perdido o rádio e ficou sem comunicação, mas seguimos. Isso foi um erro grave. E após eu levar a segunda grande onda na cabeça, eu perdi meu colete salva-vidas e a consciência. Era o pior cenário possível. E quando Burle tenta me pegar, ele faz uma abordagem péssima, pois ele esperava que eu estivesse bem. Tenho certeza que ele aprendeu que se um corpo está sumido no mar há mais de 10 minutos, não está ok", criticou a surfista.

Maya Gabeira revelou que antes de encarar as ondas gigantes, estava insegura e sentiu que Carlos Burle não compreendeu a situação e em vez de encorajá-la usou palavras que a deixaram ainda mais pressionada a superar aquele desafio. Para ela, a onda não era das melhores e atualmente, com mais experiência, optaria por outra.

"Eu disse que estava um pouco insegura e ele me pressionou, com um pouco de encorajamento, mas também com: 'Você precisa ir, tem que decidir'. Eu senti essa pressão e perguntei a ele: 'Você acha que eu consigo?'. Ele disse: 'Mas é claro que consegue!'. Acho que eu não escolheria aquela onda nos dias de hoje, teria escolhido uma onda melhor, mas a gente não tinha tanta experiência", finalizou.

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