Mayweather, o homem dos milhões

O astro americano é uma máquina de ganhar dinheiro. Por apenas duas lutas, campeão dos médios-ligeiros do CMB vai faturar US$ 90 milhões

WILSON BALDINI JR., O Estado de S.Paulo

21 de julho de 2013 | 02h08

Lionel Messi, Cristiano Ronaldo e Neymar são donos de três dos maiores salários do futebol mundial. Juntos, os astros de Barcelona e Real Madrid recebem por ano US$ 37 milhões (R$ 82,9 milhões). Para isso, cada um desses craques precisa disputar cerca de 70 jogos por temporada. Muito dinheiro? Sem dúvida. Mas muito longe do que recebe o atleta mais bem pago do planeta: Floyd Mayweather. O melhor pugilista da atualidade vai receber US$ 90 milhões (R$ 201 milhões) por apenas dois combates neste ano.

No primeiro deles, em 5 de maio, "Money" (dinheiro), como o lutador é conhecido, ganhou US$ 32 milhões (R$ 71,7 milhões) para ficar em ação por 36 minutos diante de Robert Guerrero e vencer por pontos, após a disputa de 12 assaltos. Em 14 de setembro, frente ao mexicano Saul "Canelo" Álvarez, Mayweather vai embolsar mais US$ 58 milhões (R$ 130 milhões), a maior bolsa paga a um boxeador em todos os tempos. É o confronto mais esperado da nobre arte neste ano.

O faturamento de Mayweather coloca os destaques do golfe, do futebol americano e do basquete em segundo plano. Um exemplo é o pivô Tiago Splitter, que renovou seu contrato com o San Antonio Spurs, da NBA, para receber US$ 9 milhões (R$ 20 milhões) por uma temporada. Se a comparação for com o badalado futebol brasileiro, a situação é ainda pior. Corinthians e Flamengo recebem por ano pouco mais de US$ 50 milhões (R$ 112 milhões) cada um pela venda dos direitos de transmissão para a TV do Campeonato Brasileiro.

As bolsas pagas a Mayweather se tornaram astronômicas depois da assinatura de um contrato com o canal Showtime, em fevereiro. Na oportunidade, o norte-americano fechou acordo para ganhar US$ 250 milhões (R$ 560 milhões) em 30 meses, por seis combates. Para honrar o contrato, o campeão dos médios-ligeiros do Conselho Mundial de Boxe precisa aceitar o desafio de encarar os melhores lutadores da atualidade. O filipino Manny Pacquiao, o americano Andre Ward e o argentino Sergio Martínez são alguns dos nomes que poderão fazer frente ao astro em 2014.

Mayweather faz questão de mostrar o quanto ganha para subir nos ringues e vencer seus adversários - em 44 lutas na carreira, ele nunca foi derrotado. Recentemente, o americano deixou-se fotografar ao volante de uma Bugatti branca que lhe custou US$ 2,4 milhões (R$ 53,8 milhões). Seus relógios de diamantes e ouro, sempre exibidos em suas entrevistas coletivas, não valem menos do que US$ 3 milhões (R$ 6,7 milhões). Sua casa principal, em Las Vegas, tem torneiras de ouro maciço e lustres de diamantes. Em um fim de semana com os amigos em um hotel, Mayweather gastou cerca de US$ 60 mil (R$ 134 mil) apenas com os extras, sem contar as diárias.

Mas de onde a empresa Golden Boy Promotions, que organiza as lutas de Mayweather, tira tanto dinheiro para pagar o lutador? Na semana em que o combate vai ocorrer, calcula-se que cerca de US$ 500 milhões (R$ 1,1 bilhão) a mais do que o normal serão deixados nos vários cassinos de Las Vegas, especialmente no MGM Hotel, local do combate. Os produtos envolvendo o evento (como camisetas e bonés) devem render US$ 5 milhões (R$ 11,2 milhões) para cada boxeador.

Além disso, Mayweather vai faturar com a venda da luta pelo sistema pay per view, que será o mais caro da história do esporte. Para assistir ao combate em casa, um fã de boxe precisará pagar US$ 74,95 (R$ 168).

Outro item importante será o circuito de sistema fechado, em que os espectadores compram um ingresso para assistir ao combate em um bar (a luta não será exibida em canal aberto ou fechado nos Estados Unidos). Cada ingresso vai custar US$ 100 (R$ 224). A previsão dos organizadores é que sejam arrecadados US$ 200 milhões (R$ 448 milhões) em estabelecimentos espalhados por dez cidades do país.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.