Alex Silva/AE - 22/5/12
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Mazinho: 'Nem eu imaginava que tudo fosse acontecer tão rápido'

Revelação do Oeste, de 24 anos, comemora boa fase e deve ser o escolhido para substituir Luan

Daniel Akstein Batista, O Estado de S.Paulo

20 de junho de 2012 | 03h06

O baixinho Mazinho ri à toa no Palmeiras. Aos 24 anos, o meia chegou ao clube sob desconfiança, mas já mostrou qualidade e gols para ganhar a confiança da torcida e, principalmente, de Luiz Felipe Scolari. Em nove partidas pelo time, anotou quatro gols, um deles contra o Grêmio no 1.º jogo da semifinal da Copa do Brasil, semana passada, no Olímpico.

Ex-jogador do Oeste, Mazinho - ou Messi Black, apelido que ganhou no clube do interior - deve começar o decisivo confronto contra o Grêmio amanhã, na Arena Barueri, no lugar do machucado Luan. Espera continuar balançando as redes para se firmar de vez no time e depois fechar um novo contrato - o atual termina em dezembro.

Você chegou ao Palmeiras pouco conhecido e, logo no segundo jogo, balançou as redes. Foi uma surpresa para você ou já imaginava ir tão bem?

Tinha bastante gente desconfiada de mim, já que vim de um time pequeno e a maioria não esperava que eu fosse tão bem. Mas realmente nem eu não imaginava que ia ser tão rápido eu entrar no time e começar a fazer gols.

O fato de pouca gente te conhecer e talvez os rivais ficarem mais preocupados em marcar o Barcos, por exemplo, pode ter facilitado sua vida em campo?

Às vezes isso facilita sim, porque ninguém me conhecia e o treinador do outro time não falaria para me marcar. Mas aos poucos eles já vão me conhecendo um pouco.

Seus gols fizeram isso?

Eu só estou mostrando o mesmo futebol que me fez aparecer no Oeste e logo mais vou ficar conhecido. Espero continuar nessa boa fase e não cair de produção.

Dos quatro gols, qual você considera o mais importante?

O primeiro é sempre o melhor. Ainda mais porque eu cheguei e marquei logo depois.

Sem o Luan, machucado, acha que será titular?

O Felipão me tem como uma das opções. Nos outros jogos em que o Luan estava suspenso na Copa do Brasil, eu entrei na equipe. Deve ser eu mesmo quem vai jogar, mas o treinador ainda tem outros jogadores para escolher.

Você está jogando do mesmo jeito que jogava no Oeste?

Lá eu atuava mais como meia mesmo, mas também fiz a função que venho jogando aqui, atacando e voltando para ajudar na marcação.

Mas você prefere mais atacar?

Se fosse por mim, eu jogaria sempre mais para frente, mas hoje em dia todo jogador tem de saber marcar. O Felipão pede bastante isso, e não tem sido difícil.

A vitória no primeiro jogo já deixa o Palmeiras com um pé na final?

É uma boa vantagem, claro, mas não podemos pensar que já está ganho. O resultado nos dá uma tranquilidade para este jogo, mas não total.

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