Medalha à vista no hipismo

Equipe brasileira vai bem na disputa

Valéria Zukeran, O Estadao de S.Paulo

07 de julho de 2027 | 00h00

O hipismo de saltos brasileiro tem boas chances de medalha e vaga olímpica hoje, na competição por equipes do Pan, que começa às 9 horas no Complexo de Deodoro. No percurso de ontem, que valia pontos tanto para a disputa individual quanto por países, três dos brasileiros passaram pelos obstáculos sem faltas. Mas César Almeida teve problemas com os estribos durante a apresentação. O time nacional - que também conta com Rodrigo Pessoa, Pedro Veniss e Bernardo Alves - terminou em segundo lugar, com 5,67 pontos perdidos, atrás do Canadá, com 2,72 pontos.O técnico do Brasil, Nelson Pessoa, acredita que o Brasil pode conquistar um ouro. ''''Dois pontos não são nada em termos de hipismo. Podemos aproveitar que vamos entrar na pista antes e colocar pressão nos canadenses nos próximos percursos'''', avaliou o treinador.Rodrigo revelou que teve de mudar seu planejamento para a prova. ''''Minha intenção era usar uma tática de risco, mas com o problema do Cesinha tive de mudar de estratégia e ser mais cauteloso, fazendo o percurso entre 80 e 85 segundos (no hipismo, normalmente os tempos são dados em segundos)'''', disse. ''''O bom é que conseguimos fazer um bom primeiro dia.''''Bernardo contou que a estratégia do primeiro dia era usar os cavaleiros mais experientes para abrir e fechar a participação brasileira. ''''O primeiro a entrar não tem muita oportunidade para ver a pista e o último pode ficar sob muita pressão dependendo dos resultados dos adversários, mas eu e o Rodrigo já estamos acostumados.'''' Venis não exigiu muito do cavalo, pensando em melhor desempenho hoje, e ficou satisfeito com sua estréia. ''''Estava um pouco ansioso.''''A surpresa positiva do dia foi Bernardo. Apesar de ter sido o primeiro brasileiro a entrar na pista, teve o melhor desempenho entre os cavaleiros do País, com Chupa Chup 2, completando o percurso em 81s84. Fez o quarto melhor tempo. Depois foi a vez de Veniss. Montando Un Blancs de Blanc, passou pelo último obstáculo após 85s34 e ficou em 11º.Cesinha, com Singular Joter II, foi o terceiro brasileiro a entrar. A partir do terceiro obstáculo, o pé esquerdo perdeu a sustentação nos estribos. A situação piorou no fim da prova quando o outro também se soltou. O cavaleiro teve um refugo e duas faltas. Foi o pior desempenho do País, com 11,66 pontos perdidos em 102s97. Na seqüência, Rodrigo fez prova sem falhas com Rufus em 83s13, sétimo melhor tempo.Na competição por equipes, o pior resultado entre os quatro cavaleiros é descartado, de forma que o Brasil terminou a disputa em segundo, atrás do Canadá. O México surpreendeu e está em terceiro (5,89 pontos perdidos), na frente dos EUA (10,20). Hoje os cavaleiros enfrentarão dois percursos idênticos com obstáculos de 1,50 metro.

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