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Medalhas da Olimpíada de Tóquio serão feitas com metais reciclados

Cidadãos japoneses poderão participar da campanha doando dispositivos que não utilizam mais

Estadao Conteudo

01 de fevereiro de 2017 | 11h18

Os organizadores dos Jogos Olímpicos de Tóquio anunciaram nesta quarta-feira que as medalhas a serem distribuídas aos atletas durante o evento em 2020 serão feitas a partir de metais reciclados, extraídos de telefones e outros aparelhos eletrônicos doados pela população em geral.

O comitê organizador pediu aos cidadãos japoneses para que doem os dispositivos que não utilizam mais. O programa, destacou, atende ao tema da sustentabilidade e dá a todo o país a oportunidade de participar dos preparativos para os Jogos de 2020.

A intenção do comitê é de reunir até 8 toneladas de metais dos quais, através do processo de produção, serão extraídas as duas toneladas de material necessárias para a fabricação de 5 mil medalhas olímpicas e paralímpicas.

Para receber as contribuições da população japonesa, serão instalados pontos de recolhimento em todo o país. As caixas de coleta serão disponibilizadas a partir de abril nas lojas da NTT DoCoMo, a principal empresa de telefonia celular do Japão. E o programa será encerrado quando for recolhida a quantidade prevista pelos organizadores da Olimpíada de Tóquio.

Com a ação, também há a expectativa para a redução dos custos envolvidos no evento. "Há um limite nos recursos da nossa terra, e assim reciclar esses materiais e lhes dar um novo uso nos fará todos pensarem sobre o meio ambiente", disse, nesta quarta-feira, o diretor esportivo dos Jogos de Tóquio, Koji Murofushi.

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