Medalhista olímpica é cortada e expõe crise no boxe

O boxe olímpico feminino do Brasil está em crise. Adriana Araújo, Roseli Feitosa (campeão mundial em 2010) e Érika Mattos, representantes nos Jogos Olímpicos de Londres/2012, foram cortadas da seleção, que inicia treinos para a disputa da Olimpíada do Rio.

WILSON BALDINI JR., Agência Estado

22 de abril de 2013 | 17h08

Revoltadas, as atletas afirmam que se trata de uma retaliação do presidente da Confederação Brasileira de Boxe (CBBoxe), Mauro José da Silva, a quem chama de "ditador", por causa das críticas feitas por elas após a disputa da Olimpíada no ano passado. Com a saída da seleção, as boxeadoras deverão perder a ajuda do patrocinador (Petrobrás) e do Bolsa-Atleta.

Adriana Araújo foi medalha de bronze em Londres na estreia do boxe feminino nos Jogos Olímpicos. Após perder para a russa Sofya Ochigava e ficar com o terceiro lugar, a primeira medalha na modalidade desde que o peso mosca Servílio de Oliveira ganhou outro bronze no México, em 1968, Adriana disparou em tom áspero contra o dirigente: "Essa medalha serve para calar a boca do presidente da Confederação, que nunca acreditou em mim e no boxe feminino".

Mauro José da Silva disse que não houve retaliação, pois se houvesse ela teria saída da seleção logo após os Jogos. Segundo o dirigente, Adriana se apresentou depois das férias com 14 quilos acima dos 60 quilos de sua categoria. O presidente da CBBoxe afirmou que as modificações na equipe estão sendo feitas por questões técnicas e com análise dos treinadores.

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