Miriam Jeske/Exemplus/COB
Miriam Jeske/Exemplus/COB

Medalhista olímpica Yane Marques volta à sala de aula em curso do COB

Atleta do pentatlo moderno faz o Curso Avançado de Gestão Esportiva para se aprimorar em Compliance

Paulo Favero, O Estado de S.Paulo

31 de maio de 2019 | 04h35

O Comitê Olímpico do Brasil (COB) promoveu a 9.ª edição do Curso Avançado de Gestão Esportiva (Cage), voltado para o tema de Compliance, que teve sua formatura na última quarta-feira. Entre as personalidades que completaram o programa estava Yane Marques, medalhista olímpica no pentatlo moderno nos Jogos de Londres, em 2012, e atualmente Secretária Executiva de Esportes da Prefeitura do Recife.

“Eu passei por vários setores do COB. Fui atleta do Time Brasil, participei do programa de transição de carreira e agora estou indo para o lado da gestão. Estou vivendo um desafio na secretaria de esportes em Recife. Vivi 20 anos como atleta, participei de planejamento, preparação, e cheguei à secretária com olhar muito técnico. Por isso estou aprimorando esse lado de gestão”, comentou.

Yane esteve entre 51 participantes do curso, que tinha ainda atletas como Hugo Parisi, Tammy Galera, Fernando Scavasin e Jeferson Sabino, representantes de confederações esportivas nacionais e dirigentes esportivos. “Tinha outros atletas, gente que está na ativa, membros de confederação, gente de conselho regional de Educação Física, foi uma boa troca de experiência. A gente aprende com os temas do curso, mas também com os nossos companheiros”, contou.

O bronze olímpico nos Jogos de Londres foi o auge em sua carreira. Quatro anos depois, ela foi porta-bandeira do Brasil na Olimpíada do Rio, em 2016, e depois disso já foi diminuindo o ritmo das competições internacionais. “Quando eu decidi me aposentar, estava pronta para viver novos desafios, mas dentro do esporte. O primeiro foi me dedicar à gestão. Acho que a transformação que estamos fazendo no desporto em Recife é notória”, disse.

O Cage Compliance tenta contribuir na identificação das ações necessárias para estar dentro dos requerimentos exigidos em relação à ética, políticas, normas, integridade, entre outros. “Queremos que as confederações esportivas entendam o valor de um projeto de Compliance no médio e longo prazos, ajudando o seu corpo diretivo e executivo a analisar os marcos legais no seu cenário de atuação, assim como a pensar e planejar ações que visem a entregar valor ao seus stakeholders”, explicou Soraya Carvalho, gerente do Instituto Olímpico Brasileiro.

Ela avalia que foi positivo o resultado do curso, ainda mais em um momento que as entidade precisam estar atentas para esse assunto. “Embora houvesse diferença de realidades do nível de maturidade de governo e gestão das organizações e seus representantes participantes do curso, o conteúdo abordado, as atividades práticas e os trabalhos elaborados serviram de acesso ao conhecimento e foram fundamentais para a compreensão de que esse é um caminho sem volta, imprescindível à sustentabilidade de toda a cadeia esportiva.”

Para o ex-judoca Rogério Sampaio, diretor geral do COB, esse curso de Compliance pode ajudar a melhorar as gestões das entidades esportivas no Brasil. “O Cage reforça a necessidade das entidades esportivas de evoluir seus processos, implantando um Programa de Integridade e acompanhando essa evolução global de combate à corrupção, sendo mais um impulso no amadurecimento dos processos de Compliance”, comentou o dirigente.

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