Marcos de Paula/AE-10/8/2011
Marcos de Paula/AE-10/8/2011

Média de público alcança 13 mil

Presença da torcida nos estádios, no primeiro turno, ainda está abaixo da média de 2010

Paulo Galdieri, O Estado de S.Paulo

30 de agosto de 2011 | 00h00

Ao chegar à metade da disputa, o Campeonato Brasileiro tem na briga pela liderança quatro dos clubes mais populares do País. Mas, pelo menos até agora, tamanho apelo não virou motivo para fazer as torcidas se empolgarem e encherem os estádios.

A edição de 2011 do Nacional fechou o primeiro turno, em que Corinthians, Flamengo, São Paulo e Vasco ocupam as quatro primeiras posições, com média de público inferior à do ano passado.

Segundo estatística da CBF, o campeonato tem média de 13.549 pessoas por jogo. Na edição de 2010, a média final foi de 14.839 torcedores, quando os times que disputaram o título palmo a palmo eram Corinthians, Fluminense e Botafogo.

O maior público foi registrado no jogo Flamengo 1 x 1 Corinthians, pela terceira rodada (05/6) com 42 mil pagantes.

Mas, a despeito da ligeira queda de público nos estádios, o primeiro turno do Brasileiro deixou no ar a perspectiva de a edição atual registrar estatísticas superiores à média histórica da competição.

O que mais chama a atenção até agora é a média de gols: 2,65 por partida. No ano passado, o Brasileiro terminou com 2,57 gols. A média geral em 40 edições da competição é de 2,5 gols.

O Brasileiro 2011 tem sido pródigo em jogos com muita bola nas redes. Das 189 partidas do primeiro turno, 95 registraram três ou mais gols. O grande símbolo dessa tendência foi o confronto entre Flamengo e Santos, na Vila Belmiro, que terminou com o placar de 5 a 4 para o time carioca. Foi o jogo com mais gols até agora na competição.

Mas, além do já épico confronto entre o Santos de Neymar e o Flamengo de Ronaldinho na Vila, o Brasileiro também teve outras partidas com resultados incomuns. O placar mais elástico do campeonato foi o 5 a 0, que ocorreu três vezes (Corinthians 5 x 0 São Paulo, Palmeiras 5 x 0 Avaí e Cruzeiro 5 x 0 Avaí).

Artilharia. Borges, o artilheiro da competição, com 12 gols, tem tido uma média que, se mantida até o final, pode transformá-lo em um dos maiores goleadores de uma edição. O centroavante santista faz três a cada quatro jogos.

Nesse ritmo, se ele disputar todos os 20 jogos que o Santos ainda tem pela frente (um deles atrasado, contra o Grêmio), Borges pode terminar a competição com 27 gols - o recordista em uma edição é Washington, do Atlético-PR, com 34, em 2004. No ano passado, Jonas, do Grêmio, foi o artilheiro, com 23.

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