Arquivo/AE
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Médico americano quer operar Jade Barbosa de graça

Alejandro Badia conta que só tinha visto o problema no punho da ginasta em um operário da construção civil

AMANDA ROMANELLI, Agência Estado

26 de junho de 2009 | 08h22

A ginasta Jade Barbosa pode receber tratamento de um dos mais reconhecidos especialistas em cirurgia de mão do mundo - e de graça. O médico norte-americano Alejandro Badia afirmou que está muito interessado no caso da brasileira, que desde o ano passado sofre com uma grave lesão no punho direito.

"Estou disposto a doar meus serviços", afirmou o ortopedista. Mas, para isso, a atleta teria que viajar até Miami, aonde vive o médico.

Badia chegou a São Paulo nesta quinta-feira para participar de um congresso. Antes de palestrar a colegas brasileiros e de outros países, conversou com a reportagem. Contou que foi contactado por Sandro Adeodato, médico de Jade, no ano passado.

Tudo o que pôde analisar, por enquanto, foram ressonâncias magnéticas - pediu para Jade fosse aos Estados Unidos, mas, por falta de dinheiro, a viagem não aconteceu. Pelo que viu do caso da atleta, avalia que a lesão "grave e rara".

Jade recebeu, em setembro passado, o diagnóstico de uma osteonecrose no capitato. Traduzindo: o osso central do punho da atleta não recebe circulação sanguínea. Mesmo assim, foi à Olimpíada de Pequim, na China. "A verdade é que não se sabe ainda como esse problema surge. É algo raríssimo", atestou Badia. "Só vi um caso até hoje. E não era em um esportista, mas em um profissional da construção civil".

Dessa maneira, o ortopedista descarta que a lesão seja causada pelos esforços realizados no treinamento da ginástica, embora eles certamente contribuam para o agravamento da lesão. A hipótese trabalhada hoje, pelos especialistas, é de que algum problema anatômico cause a necrose do osso.

Na próxima terça, Jade e Badia se encontrarão em São Paulo. O médico quer conhecer a ginasta, analisar seus últimos exames. Ficou surpreso quando soube que a atleta pretende voltar a competir em agosto, mesmo tendo o apoio apenas da mão esquerda.

Para Badia, uma cirurgia é inevitável. Em Miami, ele quer realizar uma artroscopia. Oferecerá seus serviços de maneira gratuita e diz que também poderá ajudar Jade a conseguir descontos em hotéis próximos de sua clínica.

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