Mark Leffingwell/AP
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Médico confirma morte cerebral de ex-campeão do boxe

O porto-riquenho Camacho levou um tiro na cabeça na noite de terça-feira

AE-AP, Agência Estado

22 de novembro de 2012 | 12h48

SAN JUAN - Os médicos confirmaram nesta quinta-feira que o ex-pugilista porto-riquenho Hector "Macho" Camacho, campeão mundial em três categorias diferentes do boxe nas décadas de 80 e 90, teve diagnosticada morte cerebral. Ele tinha sido internado na noite de terça no Centro Médico de San Juan, capital de Porto Rico, depois de levar um tiro na cabeça.

Camacho levou o tiro quando estava dentro de um carro na cidade de Bayamón, nos arredores de San Juan. A bala atingiu a mandíbula do ex-pugilista, saiu da cabeça, entrou no ombro e ainda fraturou duas vértebras. Após exames realizados na manhã desta quinta, o médico Ernesto Torres, responsável pelo tratamento, confirmou a morte cerebral.

Ainda na quarta-feira, surgiram rumores de que Camacho já tinha morte cerebral, mas Ernesto Torres revelou que a confirmação só veio mesmo na manhã desta quinta, quando foram realizados novos exames médicos. A família do ex-pugilista foi informada e vai agora decidir quando desligar o aparelho de respiração que ainda o mantém vivo.

Adrian Mojica Moreno, um amigo de Camacho que tinha 49 anos e também estava no carro, morreu na hora do ataque de terça-feira. Segundo a polícia, foi encontrada cocaína dentro do veículo. As investigações iniciais apontam para dois suspeitos pelos assassinatos, mas ninguém foi preso até agora e não foi divulgado o possível motivo do crime.

Ao longo da vitoriosa carreira, Camacho enfrentou outros grandes nomes da história do boxe, como Félix Trinidad, Julio César Chávez, Sugar Ray Leonard e Oscar de la Hoya. Somou 79 vitórias, seis derrotas e três empates, sendo que o último combate foi em maio de 2010. Seu empresário contou que, mesmo com 50 anos, ele programava mais uma luta.

Apesar do sucesso no boxe, Camacho enfrentou diversos problemas em sua vida particular. Esteve envolvido com drogas e chegou a ser condenado por roubar uma loja nos Estados Unidos - ficou em liberdade condicional, mas passou duas semanas na prisão. Ele também foi acusado duas vezes pela ex-mulher de violência doméstica.

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