Márcio Fernandes/Estadão
Márcio Fernandes/Estadão

Medina está preparado para o tempo normal e 'prorrogação' no Havaí

Surfista brasileiro mantém uma rotina de treinos e descanso na casa de sua patrocinadora enquanto a competição continua paralisada

Paulo Favero - Enviado Especial ao Havaí, O Estado de S. Paulo

19 de dezembro de 2014 | 11h00

A demora para definir o Billabong Pipe Masters provoca ansiedade nos surfistas, mas principalmente nos torcedores brasileiros, que estão tendo de lidar com dias de espera para o retorno das baterias da terceira fase, que deve ocorrer nesta sexta-feira às 7h30 (15h30 horário de Brasília). Mas quem disputa o Circuito Mundial sabe que essas situações ocorrem normalmente.

"A gente sabe que pode acontecer isso, pois um campeonato pode terminar em três dias ou em 12. Por isso estamos preparados. É como no futebol, tem de estar preparado para jogar os 90 minutos do jogo, mais a prorrogação. Infelizmente, sem jogar estamos indo para a prorrogação, por causa da natureza, porque não teve onda", afirma Charles Saldanha, pai e técnico de Gabriel Medina.

Todos os dias, o surfista brasileiro, líder do ranking mundial, treina na praia por pelo menos uma hora. No restante do tempo, fica na casa de sua patrocinadora, onde está hospedado, e de vez em quando sai para jantar com seus familiares. "Estamos calmos, o Gabriel está do mesmo jeito, blindado em casa, e confiante. O esforço que ele está fazendo é momentâneo, e a glória será para sempre. Tudo isso é válido", avisa Charles.

Nesta sexta-feira, Gabriel Medina estará na sexta bateria a entrar na água, contra o havaiano Dusty Payne. Três baterias depois será a vez de Mick Fanning entrar no mar, diante do francês e campeão do Pipe Masters em 2010, Jeremy Flores, e a terceira fase será fechado por Kelly Slater, que vai enfrentar o brasileiro Alejo Muniz. Para Charles, o duelo de Medina será grande.

"Será uma bateria difícil. O Dusty Payne conhece bem o local, está em boa fase, e isso conta muito no esporte. Só que às vezes é melhor pegar um adversário difícil, porque entra 100% focado para ganhar dele. Neste ano, quando pegou baterias complicadas, foi quando normalmente o Gabriel apresentou seu melhor surfe. Então estão confiantes, mas sabemos das dificuldades", conclui.

Tudo o que sabemos sobre:
surfeGabriel Medina

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.