Medina pode colocar Brasil em grupo seleto do mundo do surfe

País nunca esteve tão perto de seu primeiro título mundial; Austrália e Estados Unidos dominam circuito, com 31 conquistas somadas

Felippe Scozzafave, O Estado de S. Paulo

07 de outubro de 2014 | 07h00

Gabriel Medina está cada vez mais perto de se tornar campeão mundial de surfe. Mais do que escrever seu nome na história do esporte, o paulista pode colocar o Brasil em um hall que hoje tem apenas quatro países e encerrar um grande domínio de Austrália e Estados Unidos, grandes campeões na modalidade.

Desde que o circuito mundial de surfe foi criado, em 1977, apenas atletas de Austrália, Estados Unidos, Havaí, que compete como um país no surfe, e a África do Sul foram campeões mundiais, com os dois primeiros disputando ano a ano a "liderança" do ranking. Em 2014, com o título de Mick Fanning nas duas últimas temporadas, a Austrália pulou para 16 conquistas, uma à frente dos EUA, que têm 15 títulos, sendo 11 de Kelly Slater, grande rival de Medina na atual temporada. Outro surfista de destaque no país é Tom Curren, três vezes campeão.

O Havaí aparece na sequência, já que conseguiu o "topo do mundo" por cinco vezes, três delas com o finado Andy Irons, que, em 2010, foi encontrado morto em um aeroporto de Dallas, nos Estados Unidos. A África do Sul, considerado um dos melhores lugares para se praticar surfe, conseguiu o título uma vez, com Shaun Tomson, que foi campeão no primeiro ano do circuito, em 1977.

TEMPORADA 2014
Líder do ranking mundial em 2014, Gabriel Medina tem 6.500 pontos de vantagem para Kelly Slater, com duas etapas para encerrar a temporada. Dependendo de uma combinação de resultados, o brasileiro pode ser campeão (e colocar o Brasil na lista de países com títulos mundiais), em Portugal, em uma etapa que começa ainda no mês de outubro.

Mais conteúdo sobre:
surfeGabriel MedinaKelly Slater

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.