Nathalia Garcia/Estadão
Nathalia Garcia/Estadão

Medina promete esforço em dobro pelo bicampeonato no surfe

Campeão desenha reação no circuito na etapa do Rio de Janeiro

NATHALIA GARCIA, O Estado de S. Paulo

29 de abril de 2015 | 13h49

Primeiro brasileiro a ser campeão mundial de surfe, Gabriel Medina ainda não deslanchou nesta temporada e já enfrenta pressão por melhores resultados. O surfista de Maresias (SP), apenas o 16º colocado no ranking nesta temporada, reconhece a expectativa dos fãs e promete dedicação na busca pelo bicampeonato.

"A galera coloca uma pressão a mais, vi umas coisas nas redes sociais e tem gente me xingando. Mas esporte é isso, já estava ciente, sabia que, para me manter no topo, seria preciso o dobro de esforço", afirmou. "Esse ano, se quiser o bi, vou ter de correr atrás."

Ele espera corrigir os erros com a ajuda do padrasto e treinador Charles e já iniciar a reação na próxima etapa, que será disputada no Rio de Janeiro, entre 11 e 22 de maio. "Gosto do calor brasileiro, não tem torcedor como o do Brasil e isso será essencial para buscar o resultado que preciso", projetou. 

Ainda que Medina não esteja no topo, o Brasil tem sido bem representado por seus surfistas nesta temporada. Quem levou a melhor na primeira etapa foi Filipe Toledo. Já o título da terceira ficou com Adriano de Souza. O desempenho de Mineirinho ainda o deixou na ponta do ranking mundial, com 24.500 pontos, e ele competirá com a lycra amarela, destinada ao líder, no Rio.

Medina soma apenas 7.450 pontos até o momento. Apesar disso, o campeão valoriza o momento vivido pelos surfistas do País e está tranquilo para a sua sequência na temporada, já que pode descartar os dois piores resultados entre as 11 etapas do ano. "É legal ver o Brasil nesse momento. Essa nova geração é a mais forte que já existiu no Brasil, é uma honra fazer parte disso. Estão mais corajosos, sabem que podem depois da minha conquista, estamos em um momento muito bom."

Na última etapa, em Margaret River, Medina foi eliminado precocemente ao ser superado pelo australiano Jay Davies, terminando a disputa em 25.º lugar. Ele abriu a temporada em Gold Coast com uma inesperada 13ª posição depois de ser penalizado por interferência em uma onda do adversário Glenn Hall. Já, em Bells Beach, esboçou reação e ficou em quinto lugar, mas ainda não engrenou no Circuito Mundial - será isso que ele tentará fazer a partir da etapa brasileira.

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