Medo de doping pode afastar Dagoberto

O atacante Dagoberto cometeu erro infantil e tem sua escalação ameaçada, amanhã, contra o Ceará. O jogador, que sofreu com uma gripe durante a semana, tomou remédio por conta própria. Os médicos do São Paulo, temendo que o atacante possa ser pego no exame antidoping, ainda avaliam se vale a pena levá-lo para Fortaleza.

Giuliander Carpes, O Estado de S.Paulo

23 de outubro de 2010 | 00h00

"É bastante razoável que ele não jogue, por precaução. Foi um descuido, eles são bem orientados sobre isso, mas é aquela coisa: está em casa, não quer incomodar, se sente mal e alguém indica um remédio para tomar", explicou o médico José Sanchez, que preferiu não divulgar a substância ingerida pelo jogador. "Não é ético divulgar, mas muita gente usa e não há problema, só atletas é que não podem."

O atacante teria tomado a medicação na noite de terça-feira. O tempo de eliminação da substância é, em média, de cinco dias. Na tarde de amanhã, possivelmente, não haveria problemas. Mas os médicos do clube preferem não arriscar. "O Dagoberto está no limite do prazo mesmo. Mas não sei se vale a pena correr o risco", afirmou José Sanchez.

A notícia pegou Paulo César Carpegiani de surpresa. O treinador contava com o jogador para manter a velocidade do ataque, que marcou nove gols nos últimos três jogos. No treino de ontem, Fernandão foi usado na vaga de Dagoberto, o que vai deixar o ritmo do setor ofensivo mais cadenciado.

"É uma necessidade. Optei pelo Fernandão, mas ele tem característica diferente e está sentindo um pouco os treinos. Fatalmente não jogará os 90 minutos", declarou. "Tenho o Marlos também e vou usar os dois, se o Dagoberto não jogar." Carpegiani garantiu, no entanto, que o atacante volta contra o Atlético-PR, quinta-feira, no Morumbi.

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