Melhor jogadora de polo aquático do País não quer jogar na seleção

Illana Pinheiro teve experiências traumáticas na seleção e não quer mais a 'obrigação'

Demétrio Vecchioli, O Estado de S. Paulo

13 de outubro de 2013 | 08h47

SÃO PAULO - Além da busca por jogadoras estrangeiras (três atletas sem vínculo com o Brasil negociam), a seleção brasileira feminina de pólo aquático tem um outro desafio: convencer a melhor jogadora do País a se dedicar ao esporte. Illana Pinheiro é um caso raro, pois não tem vontade nenhuma de defender o seu país, ou mesmo qualquer outra nação.

''Eu não sei se quero essa obrigação. De repente tenho uma viagem com amigos em um fim de semana, mas não posso ir porque tenho treino. Quando vira obrigação fica chato, sabe?'', argumenta a flamenguista de 27 anos. ''Eu faço o meu no meu clube. Treino e jogo ali. É o que me faz bem.''

Desde as categorias de base a carioca se sobressai, mas as primeiras experiências na seleção foram traumáticas. ''Foi em 2005, 2006, quando São Paulo dominava a seleção. Eu já não sou muito extrovertida e só uma pessoa me recebeu direito'', conta ela, que desde o Campeonato Sul-Americano de 2006 não joga pelo Brasil, mas garante se dar bem com a nova geração do time nacional.

Mas e o sonho de jogar uma Olimpíada? ''Eu até tenho vontade pelo evento que é, mas para isso acho que eu já tinha de estar na seleção. Na minha cabeça, o certo é que quem quer jogar uma Olimpíada tem de se dedicar muito''. Illana, que já recusou incontáveis convocações, até se convenceu a jogar o Mundial de Barcelona/2013. Ela foi convocada e participou da primeira etapa de treinamentos, mas precisou faltar à segunda etapa. Não foi mais chamada.

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