Meligeni ainda não definiu quem jogará na Copa Davis

O Brasil intensificou, nesta segunda-feira, os treinos para enfrentar a Suécia, de sexta-feira a domingo em Belo Horizonte, e o motivo é testar todos os jogadores para uma melhor avaliação do técnico Fernando Meligeni. A definição do time está complicada e o treinador assegurou que ?detalhes? irão fazer a diferença para escolher os titulares. Gustavo Kuerten é opção apenas para as duplas, o que estreita ainda mais o funil para a escolha dos jogadores de simples com Flávio Saretta, Ricardo Mello, Thiago Alves e Marcos Daniel brigando por dois lugares. André Sá só jogaria a dupla. Para complicar ainda mais a vida de Meligeni, o Brasil passa a ter a partir dessa segunda um novo número 1: Thiago Alves, que com os pontos ganhos na semana passada no Amazônia Open, em Belém, alcança pela primeira vez na carreira um lugar entre os cem primeiros. Ocupa atualmente a 96ª posição, com o então líder, Marcos Daniel, caindo para 102.º. Ricardo Mello é o número 138; Saretta, 124; Sá, 131; e Guga, 1.121. Mas como sempre diz o capitão brasileiro, ranking nunca definiu seus titulares. ?Se fosse assim, não seria necessário um técnico, bastaria consultar a lista de classificação da ATP?. Numa comparação com a equipe sueca, pelas posições no ranking desta semana, o Brasil está inferiorizado. Afinal, os suecos têm dois jogadores entre os 50 - Jonas Bjorkman, número 33, e Robin Soderling, 35. Andreas Vinciguerra é o número 147 e Simon Aspelin só tem classificação em duplas, ocupando a 17ª posição. Bjorkman é o 4.º do mundo em dupla. A vantagem do Brasil estaria no fato de jogar em quadra de saibro, a preferida dos brasileiros, e de também contar com o apoio da torcida. Para o esperto treinador sueco, Mats Wilander, ex-número 1 do mundo, isto não é uma verdade. ?O nosso maior adversário não será a torcida, nem a quadra, mas sim o próprio Brasil?, disse o sereno e tranqüilo técnico da Suécia, usando de muita diplomacia. No último confronto do Brasil contra a Suécia, realizado em Helsinborg, em 2003, o placar foi de 3 a 2 para o time da casa. Um detalhe importante: os brasileiros chegaram a colocar-se em vantagem de 2 a 1, para no dia decisivo perderem as duas partidas de simples e o confronto. ?Não vejo revanche na Davis, mas ninguém gosta de perder duas vezes seguidas?, disse Guga, que nesta terça-feira à tarde estará participando de um projeto social em Belo Horizonte.

Agencia Estado,

18 Setembro 2006 | 17h45

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