Meligeni faz segredo, mas Daniel e Sá formam dupla na Davis

A expectativa de jogos longos, em melhor de cinco sets, nos 2.550 metros da cidade de Cuenca, onde o desgaste é ainda maior, a condição física torna-se um fator decisivo, o que pode levar o técnico Fernando Meligeni a evitar escalar o mesmo jogador para simples e duplas no confronto diante do Equador, a partir desta sexta-feira, valendo vaga para o playoff do Grupo Mundial da Copa Davis.Apesar de o treinador insistir no segredo e só anuncia o time na hora do sorteio, nesta quinta-feira, é provável que coloque Marcos Daniel ao lado de Sá para as duplas e Flávio Saretta e Ricardo Mello ficariam para as simples. O problema é que Daniel está forte nos treinos e está disposto a assumir a responsabilidade de jogar três dias seguidos. ?Vou conversar com os jogadores, como sempre fiz, antes de anunciar a escalação do time?, garantiu Meligeni. O sorteio dos jogos será nesta quinta, às 12 horas de Brasília. Pelo regulamento da Davis, se Saretta for escalado será o número 1 do Brasil e vai enfrentar o número 2 equatoriano Giovani Lapenti, enquanto Daniel ou Mello jogariam com Nicolas Lapenti. Para as duplas no sábado, existe a possibilidade de se fazer mudanças na escalação até uma hora antes da partida.Na tranqüila Cuenca, os dias de sol agradável parecem ter terminado.Começou a chover a previsão é de tempo ruim para todo o fim de semana.Por isso, nesta quarta-feira, tanto Brasil como Equador treinaram em quadras cobertas. Uma ao lado da outra, em clima amistoso, apesar da conhecida rivalidade da Davis.Na equipe do Brasil, Daniel e Sá treinaram como duplistas titulares.Mello, Saretta fizeram o papel de sparring e também jogaram simples ao lado do reserva André Ghem. No Equador não há segredos. O técnico Raul Viver vai contar com os imãos Lapenti para simples de duplas.A quadra central de Cuenca terá capacidade para 1,8 mil pessoas e uma reclamação dos brasileiros, como também do próprio Nicolas Lapenti é que o recuo é pequeno de apenas 3,66 metros. Nas laterais, o público também está muito perto. ?Estamos acostumados com recuos bem maiores e isso pode prejudicar um pouco as trocas de bolas de fundo de quadra?, avisou Meligeni.

Agencia Estado,

05 de abril de 2006 | 18h45

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