Mellouli vence e brasileiro é 6º na maratona aquática

O tunisiano Oussama Mellouli venceu neste sábado a versão masculina da prova de 5 quilômetros da maratona aquática no Mundial de Esportes Aquáticos, que está sendo realizado em Barcelona. Os competidores brasileiros ficaram fora do pódio, com Samuel de Bona terminando a disputa como melhor representante do País, na sexta colocação.

AE, Agência Estado

20 de julho de 2013 | 10h44

Mellouli esteve sempre no pelotão principal da prova e completou os 5 quilômetros em 53min30s4. O canadense Eric Hedlin garantiu a segunda colocação, apenas 1s2 atrás, seguido pelo alemão Thomas Lurz, dono de cinco títulos mundiais, que foi 1s8 mais lento do que o vencedor. Incluindo o extinto Mundial de Maratonas, ele possuía sete títulos mundiais seguidos, mas dessa vez não conseguiu superar o tunisiano.

O brasileiro Samuel de Bona ficou na sexta colocação, com um tempo de 53min34s9, 4s5 atrás do vencedor. Ele explicou que ficou satisfeito com o resultado, pois tinha o objetivo de terminar a disputa dos 5 quilômetros da maratona aquáticos entre os 10 melhores do mundo e conseguiu mesmo que tenha enfrentado dificuldades no início.

"Estou muito feliz pois vim pra cá para ficar entre os 10 e consegui. Comecei trancado, já que o início foi muito complicado, com todo muito junto. Não conseguia ir pra frente. Mas depois de uma boia, me posicionei melhor e fiquei bem colocado, sem levar pancada. Minha melhor colocação tinha sido o 15º lugar nos 5km em 2010 (Mundial de Maratonas de Roberval, no Canadá). Imprimi um ritmo forte, vi na metade da prova que estava bem, e resolvi não olhar pra trás ou pro lado. Mirei o pé do Thomas e fui embora. Fiz uma preparação diferente, sem treinamento em altitude", disse.

Já Luis Arapiraca terminou apenas na 30ª colocação e reclamou da falta de espaço entre os competidores - foram 54 na prova masculina. "Eu comecei bem, entre os 13 na primeira metade da prova, por dentro, próximo ao Mellouli, mas na segunda, quando se faz a última volta, que é de 180 graus, vai e volta, com duas boias com uns 20 metros separando, parecia que estava numa máquina de lavar, com todos embolados. Aí foi só me proteger para não acontecer o pior. Depois para tentar voltar é mais difícil e não deu", afirmou.

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