MEMÓRIA - Tragédia em 1985 revolucionou o futebol europeu

Batalha campal na Bélgica causou a morte de 39 pessoas no jogo entre Juventus e Liverpool

O Estado de S.Paulo

22 de fevereiro de 2013 | 02h08

SÃO PAULO - Uma tragédia serviu para revolucionar o futebol inglês. Em 29 de maio de 1985, horas antes da decisão da Copa dos Campeões, torcedores de Liverpool e Juventus, finalistas daquela temporada, se enfrentaram em uma batalha campal no Estádio de Heysel, na Bélgica. O saldo: 39 mortos, 454 feridos e 270 hospitalizados.

A vitória da Juventus, por 1 a 0, gol de Platini, cobrando pênalti, ficou em segundo plano. As consequências da tragédia trouxeram segurança, organização e competência para o futebol europeu e principalmente para a Inglaterra.

Ao contrário do que quase sempre acontece em campos sul-americanos, os dirigentes da Uefa foram firmes na punição aos culpados. Todos os clubes ingleses ficaram proibidos de disputar qualquer competição internacional por cinco anos, com exceção do Liverpool, que levou uma punição de seis temporadas.

Com a ajuda de imagens, a polícia britânica identificou 27 torcedores, que acabaram detidos sob acusação de homicídio culposo. Quatro anos depois, após um julgamento de quatro meses, 14 deles foram condenados a três anos de prisão.

Em 1990, grandes transformações ocorreram nos estádios do país, que eliminaram as gerais. As grades e alambrados foram removidos. Os baderneiros passaram a ser severamente punidos. Os preços dos ingressos foram elevados, as catracas e portões receberam dispositivos de segurança e a venda de bebidas alcoólicas foi proibida.

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