Meninas do 4x200 comemoram proeza

As meninas do revezamento 4 x 200 metros, livre, deixaram a piscina do Parque Aquático de Atenas, hoje, comemorando a proeza obtida nos Jogos Olímpicos. Joanna Maranhão, Monique Ferreira, Mariana Brochado e Paula Baracho Ribeiro ficaram em sétimo lugar na prova, hoje, com o novo recorde sul-americano (8min05s58). Conseguiram colocar o revezamento em uma final olímpica pela segunda vez na história da natação brasileira, 56 depois da Olimpíada de Londres, em 1948 quando Piedade, Eleonora Schmidt, Maria Leão da Costa e Talita Alencar Rodrigues ficaram em sexto no 4 x 100 m, livre. As medalhas ficaram com as equipes dos Estados Unidos (8min00s81), Inglaterra (8min01s77) e Austrália (8min01s85). Alemanha, Espanha e China ficaram à frente do Brasil, com Suécia em oitavo. O recorde sul-americano anterior era do grupo que foi medalha de prata nos Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo, em agosto do ano passado, de 8min10s54, conseguido por Mariana, Monique, Ana Carolina Muniz e Paula Baracho. "Era algo para deixar todo mundo muito nervoso e o mais interessante é que estávamos tranquilas e muito entusiasmadas. A natação feminina mostrou que está evoluindo e não veio só para participar", disse Monique Ferreira. Mariana definiu: "Foi de arrepiar, estar numa final olímpica e bater o recorde sul-americano da prova". Mariana espera que isso sirva para motivar outras garotas. "Elas devem saber que podem chegar a uma Olimpíada aos 15, 17 anos e isso pode animar." Marina ainda observou que o esporte brasileiro feminino está crescendo em todas as modalidades. "Na própria delegação, a diferença entre homens e mulheres é pequena e, na natação, 15 a 8. Em Atlanta e Sydney, nas duas últimas Olimpíadas era apenas uma mulher. E os resultados mostram um crescimento em qualidade e quantidade." Ao McDonalds - Joanna Maranhão, a estrelinha da natação feminina, já tinha programa para comemorar o resultado do revezamento e o seu 5.º lugar nos 400 m, medley - ir ao McDonalds, instalado dentro da própria Vila Olímpica para comer o que estava proibida nesses dias de competição. E uns dois dias de folga para fazer algumas compras e visitar a Acrópole antes de voltar para Recife, Pernambuco, onde mora. Falante - disse que essa Olimpíada a ajudou a ficar mais desinibida - que "os Jogos não poderiam ter sido melhores numa equipe de estreantes como a feminina". Espera que mais nadadoras acreditem que possam nadar em Pequim, em 2008. Mais a longo prazo, tem planos de voltar a estudar, em setembro. E, apesar de jovem, espera servir de espelho para outras meninas."Comecei a nadar por causa do Rogério, O Xuxa e o Gustavo. Quem diria que eu, lá do Nordeste, iria chegar a uma Olimpíada."

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