Meninas do vôlei param São Paulo

Emocionadas, bicampeãs dos Jogos percorrem principais pontos da cidade e são recebidas pelo governador

VALÉRIA ZUKERAN, O Estado de S.Paulo

14 de agosto de 2012 | 03h06

As jogadoras da seleção brasileira de vôlei tiveram uma recepção digna de heroínas na chegada ao Brasil após a conquista do bicampeonato olímpico. As festividades começaram com a primeira entrevista em solo nacional. Na sequência, comissão técnica e jogadoras pararam São Paulo ao desfilar em carro do corpo de bombeiros pelas principais ruas da cidade.

Foi uma maratona de três horas sob o sol forte e o grupo percorreu boa parte dos principais pontos turísticos de São Paulo, como a Praça da Sé, o Pátio do Colégio, o Largo São Francisco, a esquina das ruas Ipiranga e São João além da Avenida Paulista.

A recepção foi mais do que calorosa. Muita gente aproveitou a hora do almoço para se acotovelar nas calçadas em busca de fotos. Ninguém reclamou, apesar da viagem durante a noite e da chegada por volta das 6 horas, somada à falta de tempo para almoço. A parada final era o Ginásio do Ibirapuera, mas o percurso foi modificado para que a seleção participasse de um encontro com o governador Geraldo Alckmin, no Palácio do Governo. Em solenidade, o grupo recebeu medalhas de honra ao mérito e só foi dispensado às 16 horas.

"Eu ficava arrepiada, as lágrimas caíram", admitiu a meio de rede Adenízia. A oposto Sheilla diz que ficou feliz com a recepção das pessoas, que acolheram a seleção com carinho.

A líbero Fabi foi alvo de curiosidade por causa do desabafo diante das câmeras quando fez um sinal de silêncio após a vitória final. "A gente acaba não se contendo nas comemorações e desabafando." Depois, revelou: "Acho que foi para algumas seleções que deram a entender que o nosso time não era o mesmo".

"A gente só conseguiu isso (a medalha de ouro) por causa da superação de toda equipe", disse a oposto Sheilla. Segundo a jogadora, não é a primeira vez que a seleção feminina tem de enfrentar a descrença. "Em 2008 foi a mesma coisa. O que importa é que a gente está com a medalha."

Religiosidade. Chamou a atenção de todos a oração em conjunto após a conquista do ouro, uma atitude incomum em um grupo que nunca se destacou por manifestações religiosas. As atletas revelaram, no entanto, que todas rezaram para superar os momentos críticos.

A levantadora Fernandinha lembra que Adenízia usou uma música evangélica para levantar o grupo após a derrota para a Coreia do Sul. Ao se lembrar do episódio, várias jogadoras se emocionaram novamente. Por esse motivo, o grupo decidiu agradecer em público a vitória. Zé Roberto também falou em agradecimentos a Deus pelo momento de superação do grupo que terá, em 2016, a responsabilidade de tentar o tricampeonato diante da torcida, no Rio.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.