Alaor Filho/Divulgação/COB
Alaor Filho/Divulgação/COB

Meninas superam crise e estão prontas para pegar a França

Seleção feminina de basquete estreia hoje, já livre do trauma pelo corte de Iziane e em busca de maior confiança

Amanda Romanelli, Enviada especial/Londres, O Estado de S.Paulo

28 de julho de 2012 | 03h07

LONDRES - Há uma semana, a seleção feminina de basquete vivia um momento de crise em plena reta final de preparação olímpica. Mas o corte de Iziane por indisciplina é considerado um problema do passado, embora a saída da ala da seleção tenha claras implicações técnicas na equipe que estreia hoje, às 16 horas, contra a França.

"Estamos prontas para os Jogos. A estreia é sempre importante para quebrar a ansiedade e dar confiança à equipe para os próximos jogos", afirmou Érika, uma das mais experientes do grupo.

O técnico Luis Cláudio Tarallo, estreante em Jogos Olímpicos, treinava a equipe havia quase dois meses e admitiu que teria que fazer mudanças na forma de o time atuar após o corte da atleta. Além disso, o Brasil terá uma jogadora a menos no torneio, já que trocas só podem ser realizadas em caso comprovado de lesão. Karla deve ser a opção de Tarallo para o lugar que era de Iziane. Com a jogadora, o Brasil ganha poder defensivo, mas perde referência ofensiva.

"Evidentemente, as meninas evoluíram muito no sistema de jogo, contra-ataque e defesa. Hoje posso dizer que não estamos muito longe do ideal, principalmente na parte defensiva, que virá com a sequência de jogos", disse.

Durante a fase de preparação, que durou quase três meses, o Brasil enfrentou a França, mas não conseguiu vencer. O duelo, que terminou em 67 a 57 para as rivais, ocorreu justamente no dia em que Iziane foi cortada - naquela madrugada, a atleta foi flagrada com o namorado na concentração da equipe em Lille.

Líderes do grupo. A armadora Adrianinha, única remanescente do grupo a ter conquistado uma medalha olímpica (foi bronze nos Jogos de Sydney, em 2000), e a pivô Erika, uma das melhores da posição na WNBA e no basquete europeu, têm a missão de liderar a equipe após o momento difícil. O Brasil vem de sua pior participação na história dos Jogos quando, ficou em 11.º lugar entre os 12 times na competição de Pequim.

"Temos de manter o foco", ensina Adrianinha. "O primeiro jogo é sempre um jogo-chave. Por isso, temos que começar muito bem para ganhar confiança."

As brasileiras estão no grupo mais difícil do torneio, e ainda enfrentarão a Rússia e a Austrália na primeira fase. As chances reais é que a seleção consiga ficar com a 4.ª e última vaga para os mata-matas. Se a previsão se confirmar, o Brasil deverá enfrentar os Estados Unidos, favoritos à medalha de ouro. No último amistoso, os EUA venceram a seleção brasileira por 99 a 67.

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