Dolores Ochoa/AP
Dolores Ochoa/AP

Meninos tentam resgatar imagem do futebol nacional

Contra Portugal, equipe de Ney Franco vai atrás de título para amenizar os fracassos da seleção de Mano Menezes

Moreno Bastos, O Estado de S.Paulo

20 de agosto de 2011 | 00h00

Sob olhar atento de Mano Menezes e da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), a seleção brasileira disputa hoje contra Portugal, em Bogotá, a segunda final consecutiva do Mundial sub-20 - em 2009 perdeu nos pênaltis para Gana.

A conquista seria um alento para Mano e Ricardo Teixeira, presidente da CBF, que estão pressionados pelos resultados pífios da seleção principal. Diante deste mal-estar, pesa sob os meninos da sub-20 a necessidade de um triunfo para resgatar a autoestima do futebol brasileiro

A expectativa é que deste grupo saia a base do time que vai disputar a Olimpíada de 2012. Alguns já foram "pinçados" por Mano, como Neymar e Lucas, decisivos no título do Sul-Americano deste ano - eles não foram à Colômbia, pois defenderam a seleção principal no vexame da Copa América na Argentina.

Outro que começa a ganhar espaço é o lateral-direito Danilo, do Santos. Titular absoluto da seleção sub-20, o jogador, já negociado com o Porto, está na última convocação do treinador para o amistoso contra Gana, no próximo dia 5 de setembro.

Ataque contra defesa. Ney Franco, técnico da sub-20, tem feito de tudo para evitar o clima de favoritismo brasileiro diante dos portugueses. No entanto, o desempenho dos garotos na Colômbia dificulta o discurso do comandante.

Após uma estreia tímida, no 1 a 1 com o Egito, o Brasil cresceu e foi dominante em todas as partidas. A confiança do time, no entanto, se estabeleceu nas quartas de final, quando na chamada "final antecipada", a seleção bateu a Espanha, uma das favoritas, nos pênaltis, por 4 a 2, após um 2 a 2 nos 90 minutos e prorrogação.

Ao passar pelo México, na semifinal, por 2 a 0, o Brasil chegou aos 15 gols, melhor ataque do Mundial, com a Nigéria

E justamente na final, o bom ataque brasileiro vai encarar a até agora intransponível defesa de Portugal - não levou nenhum gol em seis jogos.

"Sabemos que Portugal é muito forte na defesa, que o (goleiro) Mika ainda não sofreu nenhum gol, mas do nosso lado temos atacantes de grande qualidade. É promessa de um belo confronto de estilos opostos. Estudamos bem os nossos adversários, mas sei que será um jogo duro", disse Ney Franco, que além do bom desempenho dos titulares Henrique e William, tem tido sucesso com as entradas de Negueba e Dudu.

Velocidade total. Ney Franco ressaltou ainda a importância de usar bem o banco de reservas. " Essa estratégia que estamos propondo tem funcionado. Dudu e Negueba podem ser titulares aqui e em qualquer equipe, mas, no momento, em nossa tática, a velocidade e agilidade destes jogadores nos permitem surpreender e desgastar o rival nos últimos minutos do jogo", concluiu Ney Franco.

Portugal fez somente cinco gols. Porém, o time derrubou rivais de peso pelo caminho. Na fase final, passou pela Argentina (venceu nos pênaltis) e França, e chega à decisão com esperança de repetir o resultado de 20 anos atrás (veja ao lado).

"Estamos felizes, porque somos um de dois candidatos a ser campeão, mas o caminho não terminou e queremos chegar à glória!" disse o técnico português Ilídio Vale.

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