Menos de 10 mil veem a vitória santista

Líder confirma força no início da temporada e derrota o São Paulo por 2 a 0, em Barueri, no primeiro clássico da competição, com fracasso de público

Bruno Deiro, O Estado de S.Paulo

31 de janeiro de 2011 | 00h00

Na Arena Barueri esvaziada, Santos e São Paulo fizeram um jogo emocionante no primeiro clássico paulista de 2011. Com Elano e Maikon Leite, artilheiros do Estadual (5 gols), inspirados, o time da Vila foi mais eficiente e venceu por 2 a 0 para garantir-se na liderança - tem 13 pontos, como o Palmeiras, mas leva vantagem no saldo de gols. O São Paulo, que pressionou a maior parte do tempo, parou em sua limitação ofensiva e perdeu a segunda no Campeonato Paulista.

Com capacidade para 35 mil pessoas, a Arena Barueri não chegou a um terço de sua lotação (público de 9.334). Demonstração de que a competição não empolga. Em campo, porém, foram várias as chances criadas, especialmente pelo ataque são-paulino. Foi a equipe de Adílson Batista que, com eficiência, matou o jogo em dois lances. "Posso falar que eles tiveram mais posse de bola, mas futebol é bola na rede", disse Maikon Leite, que exaltou a artilharia ao lado de Elano. "O ideal é isso, pois o Keirrison e o Zé Eduardo têm três. Nosso time é bastante solidário."

Ainda sem Neymar e Ganso, o Santos não teve a força ofensiva dos últimos jogos. Apostando na marcação e nos contra-ataques rápidos, o time do litoral esperou o São Paulo no campo de defesa. "Procuramos marcar mais. Saímos à frente (no placar) e isso facilitou", afirmou Keirrison, que se movimentou bastante e abriu espaços no ataque.

Os comandados de Paulo César Carpegiani deixaram o campo convictos de que dominaram a partida, mas em apenas um lance, em chute na trave de Jean, levaram efetivamente perigo. "Criamos bastante, mas não conseguimos fazer o gol. Acho que fomos melhor, mas o Santos marcou em dois contra-ataques", declarou o atacante Fernandinho.

Domínio inútil. O São Paulo começou no ataque e teve a primeira boa chance, em jogada individual de Fernandinho, mas foi o Santos que abriu o placar. Aos 10, Róbson cruzou de esquerda para a entrada de cabeça de Elano, sozinho, no meio da zaga tricolor. O time da Vila quase ampliou pouco depois, mas Rogério Ceni fez "milagre" e defendeu a cabeçada de Possebon. No intervalo, os santistas mostraram satisfação com sua postura mais prudente. "Não dá para nos expormos a toda hora. A equipe está jogando com inteligência", analisou Léo.

Dagoberto, que não repetiu a boa atuação dos últimos jogos, culpou os passes errados pelo desempenho apagado. "O time está errando muitos passes, perdemos muitas bolas bobas. Se dermos contra-ataque para um time rápido, fica difícil", lamentou o atacante tricolor.

Na volta dos vestiários, o São Paulo manteve o domínio da posse de bola, mas os lances pouco produtivos de Dagoberto e Fernandinho seguiram atrapalhando a equipe. Fernandão, apático entre os zagueiros, foi recuado por Carpegiani, mas não conseguiu melhorar o rendimento.

Aos 25, Jean teve a melhor oportunidade para empatar. Chegou livre por trás da zaga santista e chutou de primeira, mas a bola bateu na trave. Pouco depois, o São Paulo foi punido pela falta de eficiência. Aos 28, Elano chutou de longe, Rogério rebateu e Maikon Leite pegou a sobra para fazer o segundo. "Estávamos com posse de bola e imposição de jogo, mas sofremos contra-ataques, porque Juan e Jean (os laterais) avançavam ao mesmo tempo", disse Carpegiani.

No fim, Léo entrou livre pela esquerda, cortou Xandão e saiu cara a cara com Rogério Ceni, mas o goleiro fez ótima defesa e evitou o terceiro gol santista.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.