Mercedes e Ferrari têm desafios distintos

Mercedes e Ferrari, duas das mais tradicionais equipes da história da Fórmula 1, se apresentam para o GP da Europa, no fim de semana, com desafios distintos. Enquanto os alemães tentam tornar o carro de Michael Schumacher mais confiável, os italianos vão estrear outro pacote de mudanças visando a melhorar ainda mais o desempenho do modelo F2012, a fim de permitir a Fernando Alonso lutar em melhores condições pelo título.

LIVIO ORICCHIO, O Estado de S.Paulo

20 de junho de 2012 | 03h03

Nas sete etapas disputadas até agora, Schumacher abandonou na Austrália, por quebra do câmbio, na China, por o liberarem dos boxes sem uma roda presa, em Mônaco, decorrente da perda de pressão de combustível, e no Canadá, quando o sistema de flap móvel travou na posição aberta. Numa Fórmula 1 em que os carros não mais têm panes mecânicas, hidráulicas, elétricas, quatro desistências forçadas em sete etapas é comprometedor para a marca. O discurso do diretor da escuderia alemã, Ross Brawn, com relação aos problemas de Schumacher bem poderia ser traduzido por "tolerância zero a partir de agora para a questão de confiabilidade".

A corrida de Valência, domingo, representa um excelente teste para a Mercedes verificar se os grandes esforços realizados para não mais deixar Schumacher na mão funcionaram. O piloto dá sinais de que suas dificuldades com o carro não vão interferir no seu futuro. "Eu não vou simplesmente desistir. Continuo acreditando no projeto e que alcançaremos grandes conquistas", disse Schumacher.

Já o objetivo de Alonso é mais alto: ser campeão com a Ferrari. Nikolas Tombazis, projetista-chefe do modelo F2012 da Ferrari, escreveu no site da equipe: "Revisamos o carro inteiro (desde o lançamento, em janeiro), do aerofólio dianteiro ao traseiro passando pelo assoalho e o sistema de escape".

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