Mesmo inchado, torneio é vitrine para os garotos

Até o dia 25, 88 equipes lutam pelo principal troféu dos times de base

O Estadao de S.Paulo

04 de janeiro de 2008 | 00h00

Inchada, repleta de times de aluguel e cenário ideal para que empresários faturem com a venda de jogadores. Os problemas da Copa São Paulo de Juniores são os mesmos há anos, mas não impedem que o torneio, que chega à 39ª edição, seja uma das melhores oportunidades para o surgimento de novos talentos. De hoje até o dia 25, 88 times brigarão pelo troféu mais tradicional no Brasil para as categorias de base. Ao lado de favoritos como o Cruzeiro, atual campeão, o São Paulo, e o Corinthians, estão clubes desconhecidos, como o Sorriso (MT), o Vespasiano (MG), o Marília (MA) e o Genus (RO).Sob o comando do ex-jogador Jorginho, o Palmeiras terá um desafio especial: tentar quebrar o tabu de ser o único clube da capital paulista que nunca levantou a taça. E mesmo com os pesados investimentos feitos nas categorias menores, a falta de experiência pode comprometer a meta. "Estamos conversando bastante para diminuir a ansiedade. Esse time é bem diferente daquele que atuou em 2007", comenta Jorginho, que tem como destaques da equipe o goleiro Rafael Dida e o atacante Daniel Love.O São Paulo, vice-campeão do ano passado, aposta no talento do meia Sérgio Mota, que já integrou o elenco principal, e nos gols do artilheiro Eric, que em breve deve ser aproveitado no grupo profissional. "Temos de ter atenção desde o início e não dar chance aos rivais", alerta o técnico Vizolli, que também confia no zagueiro Aislan, sondado pelo Milan, da Itália.Maior campeão do torneio, com seis títulos - 1969, 1970, 1995, 1999, 2004 e 2005 - , o Corinthians confia na experiência do técnico Adailton Ladeira. O destaque da equipe do Parque São Jorge é o zagueiro Renato, de 17 anos.EXÓTICOSComo já é tradição, muitas equipes vêm de longe para disputar a Copa São Paulo. É o casos do Gurupi e do Tocantinópolis, de Tocantins, além do Pirambu, de Sergipe. O Náutico, de Roraima, também atravessou o País, sem contar o Independência, do Acre, e o Ypiranga, do Amapá, que viajaram mais de 2 mil quilômetros para se exibirem no torneio.Infelizmente, a maioria dos exóticos participantes não passa da primeira fase, já que se classificam o campeão de cada grupo, além dos dez primeiros colocados por índice técnico. A partir da segunda fase, os times se enfrentam no sistema eliminatório: empate no tempo normal leva o jogo para os pênaltis.

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