Mesmo sem finais, canoagem brasileira fica satisfeita

País participou de um Mundial da categoria pela primeira vez desde 2007

AE, Agência Estado

15 de setembro de 2013 | 15h16

PRAGA - Enquanto o Comitê Organizador dos Jogos do Rio/2016, o Comitê Olímpico Internacional (COI) e a Federação Internacional de Canoagem (ICF) discutem a possibilidade de levar a canoagem slalom para Foz do Iguaçu na Olimpíada do Rio, a equipe brasileira da modalidade participou do Mundial de Praga, na República Checa. Desde que recebeu a competição, em 2007, o País não participava de um Mundial.

Depois de três meses de preparação na Europa, que contou com participação em etapas da Copa do Mundo, a equipe teve como melhor resultado o 12º de Ana Sátila no C1 (canoa para um) feminino, prova que não é olímpica, mas pode entrar no programa dos Jogos do Rio. Ela chegou à semifinal, mas não conseguiu passar para a final, exclusiva às 10 melhores.

Mas não foi só ela que ficou no "quase". No C2 (canoa para dois), Charles Correa e Anderson Oliveira ficaram em 22º nas eliminatórias, enquanto 20 embarcações passavam para a semifinal. No K1 (caiaque para um), Ana também não avançou por duas posições: foi 32ª.

Além disso, Pedro Henrique Gonçalves, o Pepê, foi até a semifinal do K1, mas acabou em 37.º. Ricardo Taques (66.º) e João Machado (67.º) ficaram nas Eliminatórias. No C1 o desempenho não foi tão bom com Leonardo Curcell (48.º), Felipe da Silva (63.º) e Jean Pereira (64.º). Estes, porém, tiveram menos tempo de treinamento na Europa do que Ana, Charles, Anderson e Pepê.

"Neste mundial de 2013 pegamos duas semifinais e batemos na trave no K1 feminino e C2 masculino. À exceção da categoria C1, os gráficos matemáticos estão demonstrando que realmente está havendo evolução nas demais categorias e que o nosso planejamento estratégico visando Jogos Olímpicos de 2016 está sendo efetivado com sucesso", analisa Argos Rodrigues, superintendente do Centro de Canoagem Slalom, em Foz do Iguaçu.

"Lembrando, é claro, que no Mundial podem participar até três barcos por país e nos Jogos Olímpicos apenas um. Então tivemos um bom resultado no C2. No caso da Ana Sátila (no K1), é o 16º país desta forma, beliscando uma semifinal olímpica onde entram os quinze primeiros países", analisa ele.

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