Messi é a resposta

Não existe um jeito certo de jogar contra o Barcelona. O jeito errado é como o Santos atuou ontem, especialmente no primeiro tempo. O erro não é necessariamente a opção pelos três zagueiros, que não funcionou.

O Estado de S.Paulo

19 de dezembro de 2011 | 03h04

Mas o pior foi afundar a defesa inteira dentro de sua própria grande área. Danilo e Léo recuaram na mesma linha dos três beques, os dois volantes também se meteram dentro da área defensiva e houve espaço de sobra para Xavi, Iniesta, Fábregas e Messi na intermediária.

Talvez a situação fosse a mesma até com outro sistema, mas fatos são fatos. Em 24 partidas desta temporada, o Barcelona fez 3 a 0 no primeiro tempo seis vezes. O Al-Sadd resistiu mais.

Muricy diz que não parou de pensar no Barcelona desde que ganhou a Libertadores. Que nem em seu campinho conseguia marcar. Não é fácil mesmo entender o funcionamento do carrossel, mas há sempre uma certeza.

O time sem centroavante recua Messi e o faz jogar perto de Fábregas, Xavi e Iniesta. É preciso marcar esse setor. O Santos não fez isso.

Com a escalação do Barcelona anunciada, ontem, era previsível o 3-4-3 utilizado. A surpresa foi Thiago na ponta esquerda, Iniesta por dentro - poderia ser o inverso. Para diminuir o tamanho do tombo, seria necessário que Léo marcasse Daniel, e Henrique jogasse atrás de outra linha de quatro, com Danilo, Arouca, Ganso e Léo. A marcação na intermediária não houve e não seria o único requisito para fazer um jogo digno. O passe também seria fundamental. Sem uma coisa nem outra, a única chance seria Neymar manter a discussão sobre quem é melhor. A final de Yokohama, não deixou dúvida. A resposta é Messi.

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