Messi e Ronaldo param cidade do interior

Argentino tem atuação fraca em jogo beneficente em Indaiatuba e corintiano, mal fisicamente, fica na arquibancada

Paulo Favero, O Estado de S.Paulo

19 de julho de 2010 | 00h00

A festa era de Lionel Messi e do anfitrião Deco, mas Ronaldo apareceu de surpresa e dividiu as atenções ontem em Indaiatuba. Mesmo sem poder jogar, o Fenômeno entrou em campo, abraçou o craque argentino e deu uma de tiete junto do filho Ronald. O estádio do Primavera estava lotado, com mais de 11 mil pessoas. Nas arquibancadas, nenhuma camisa do time da cidade, mas diversas do Barcelona e da Argentina. E, enquanto a bola rolava, Ronaldo assistia a tudo de fora, tirava fotos e acenava para o público.

A partida foi realizada pelo Instituto Deco20 e contou com uma constelação de jogadores, ex-atletas e celebridades: Rivellino, Amoroso, Luizão, Roque Júnior, Careca, Gabriel, o Pensador, Falcão do futsal, Fábio Luciano, Vampeta, Rincón, Biro-Biro, Alex Silva e Carlos Alberto, entre outros. A intenção é ajudar a instituição com o dinheiro da arrecadação.

A cidade estava em festa para ver o melhor jogador do mundo da atualidade em ação. Até cambistas tentavam faturar um trocado a mais com a revenda de ingressos. Messi chegou cercado por seguranças e foi anunciado pelo sistema de som do estádio ao pisar no gramado com a camisa 10. Cada vez que tocava na bola a torcida fazia um enorme barulho. "Fiquei surpreso por estar no Brasil e ver tanta gente com a camisa da Argentina. Fico contente e feliz por isso", disse, ao SporTV.

Em campo, Messi não mostrou todo o talento que o levou a ser escolhido o melhor jogador do mundo pela Fifa em 2009. Tentou alguns toques de efeito, não se esforçou muito e fez um gol, em impedimento. Ainda levou cartão amarelo. Na sequência acabou sendo substituído. Ao final, não conversou com os jornalistas e, cercado por seguranças, entrou em um carro e foi embora. Mas acabou deixando boa impressão a todos que puderam estar com ele no pouco tempo em que esteve na cidade do interior paulista.

Rivellino, campeão na Copa de 1970, se impressionou com o tamanho do pequeno Messi. "Percebi que ele não é alto. Grandes jogadores são assim: o Pelé, o Maradona, o Garrincha. São nos pequenos frascos que estão os grandes perfumes", disse. Ele também revelou que o argentino queria saber como dava o elástico, drible imortalizado por Riva. "O Messi me perguntou como fazia para dar o elástico e eu falei para ele que, com a habilidade que tinha, era fácil. Mas me falou que não sabia."

Careca, ex-atacante que brilhou ao lado de Maradona, participou do ataque com Messi. No primeiro tempo, o atleta do Barça fez linda jogada individual e deu de bandeja para o brasileiro marcar. "Ele tem técnica e visão de jogo fantásticas. Aí passou uma bola para mim, mas chutei o balde", explicou Careca, que mandou a bola por cima. Pouco depois, redimiu-se e fez belo gol no empate por 3 a 3.

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