''Meu ponto forte é provocar''

Palmeirense Valdivia reconhece que debocha dos rivais com a bola, mas reclama das críticas

Daniel Akstein Batista, O Estadao de S.Paulo

26 de abril de 2008 | 00h00

O chileno Valdivia nunca esteve tão próximo de conquistar seu primeiro título com a camisa alviverde. Ansioso, o Mago diz que só uma conquista pode fazê-lo ganhar o status de craque. E, na véspera da primeira partida da final do Estadual, amanhã, contra a Ponte Preta, em Campinas, o meia palmeirense faz um pedido aos adversários. E não é para que ele seja menos perseguido em campo."Estou cansado de que todo jogador fale de mim como se me conhecesse", desabafou. "Nunca falei mal de ninguém. Sempre que recebi pancada, leal ou desleal, falei que era parte do jogo", lembrou. "O que me deixa chateado às vezes é que os jogadores (de outros times) têm liberdade de falar de mim como se estivessem comigo sempre."Valdivia reclama por se sentir perseguido. Dentro de campo, apanha em quase todos os jogo. E fora das quatro linhas o chileno não agüenta mais ser o alvo das críticas. Alguns adversários dizem que ele é chorão, outros falam que provoca demais. "Provoco com a bola, não com bate-boca. É diferente", disse o camisa 10 do Palmeiras, que sabe que os rivais não gostam de seu estilo de jogo. "O futebol tem de mostrar o que cada um tem de melhor. E o meu é a provocação com a bola."Não bastassem os dribles, até suas comemorações já foram contestadas. E Valdivia, dessa vez, reclama da ?chatice? no qual o futebol está virando. "Já tiraram o créu, o chororô. Não tem mais como comemorar", protestou. "O futebol não pode perder essa graça que faz os torcedores irem ao campo."O Mago chegou ao Palmeiras em julho de 2006 com a desconfiança da torcida - era um chileno pouco conhecido por aqui. Confiança conquistada, o meia quer agora consagrar-se de vez. "Não quero ser só o Valdivia que jogou bem, mas o Valdivia que foi importante no título", contou o meia, que ainda não se considera craque. "Eu me acho bom jogador que ajudou o Palmeiras a chegar à final. Craque vou ser quando conquistar títulos, for destaque na Europa."Craque ou não, Valdivia promete não deixar a irreverência de lado amanhã, mesmo pendurado com dois cartões. Se levar mais um, vai ficar de fora da decisão. "Vou me dedicar só à bola e vou ser campeão jogando", garantiu. "A maioria dos cartões foram bobos. E Bobo sou eu, que sempre reclamo."

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