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Mia Hamm dá adeus ao futebol por filhos

A final do torneio de futebol feminino dos Jogos de Atenas vai marcar a despedida da mais importante jogadora da modalidade. A norte-americana Mia Hamm, de 32 anos, anunciou que vai pendurar as chuteiras assim que terminar o confronto entre Brasil e Estados Unidos para cuidar de sua vida pessoal. A atacante, baixinha - 1,63m - e com belos traços, se diz cansada da vida de celebridade em seu país e vai buscar um pouco de sossego. Tanto que não planeja nenhuma atividade profissional. Seu desejo, nos próximos anos, é passar mais tempo com o marido, o também famoso Nomar Garciaparra, jogador de beisebol do Chicago Cubs, e ter os primeiros filhos do casamento, realizado no fim do ano passado. "O que mais quero agora é me despedir com a medalha de ouro", declarou. Mia é conhecidíssima e bastante querida nos Estados Unidos. Participa freqüentemente de programas de televisão, faz comerciais e é reconhecida por ter sido fundamental no crescimento do futebol feminino, o esporte mais popular do país entre as mulheres atualmente, à frente até do basquete. Inúmeros jornalistas americanos em Atenas estão acompanhando os últimos passos da superstar como atleta profissional. Mia iniciou a carreira aos 15 anos e conquistou uma variedade de títulos e honras. Foi eleita, por exemplo, a melhor do mundo pela Fifa na temporada 2001-2002 e também a número 1 de todos os tempos no futebol feminino. A atacante não é a única a se despedir depois da Olimpíada. Os Estados Unidos deixarão de contar também com Kristine Lilly, Brandi Chastain, Julie Foudy e Joy Fawcett. Brandi Chastain, por sinal, a capitã do time, está machucada e pode ficar fora da partida antecipando sua aposentadoria. Críticas - A rivalidade entre Brasil e Estados Unidos no futebol feminino é cada vez maior e pode tornar o jogo tenso. René Simões criticou o comportamento das americanas no confronto da primeira fase, em que as brasileiras perderam por 2 a 0. De acordo com o treinador, as adversárias jogaram de forma desleal. "A técnica dos Estados Unidos (April Heinrichs) disse que o time utilizou um jeito muito sofisticado de desenvolver o jogo físico. Para mim, dar cotovelada não é jeito sofisticado, é jogo sujo", desabafou. A treinadora americana, April Heinrichs, há cinco anos no comando da seleção, não gostou nada das declarações de Simões e rebateu. "Não houve nada disso, nós temos um histórico de jogo limpo." Os Estados Unidos conquistaram o ouro na Olimpíada de Atlanta-96 e a prata em Sydney-2000 e ganharam dois Mundiais, em 1991, na China, e, em 99, em casa.

Agencia Estado,

26 Agosto 2004 | 08h30

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