Márcio Fernandes/Estadão
Márcio Fernandes/Estadão

Michael Johnson vira 'cereja do bolo' para atletismo paralímpico

Recordista mundial dos 400 metros, norte-americano começará a trabalhar, em seis campings que serão realizados até 2016

Amanda Romanelli, Estadão Conteúdo

04 de dezembro de 2014 | 20h09

Dono de quatro medalhas olímpicas e recordista mundial dos 400 metros, Michael Johnson e sua empresa serão consultores do atletismo paralímpico do Brasil. A parceria, firmada em novembro, começou efetivamente nesta quinta-feira. O carismático americano conheceu os 16 atletas (incluindo cinco guias) com os quais sua equipe começará a trabalhar, em seis campings que serão realizados até 2016.

Para Ciro Winckler, coordenador técnico do atletismo, o suporte de Johnson é a "cereja do bolo" da preparação para 2016 - a meta do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) é que o País seja top 5 nos Jogos do Rio. "Ele ficou impressionado com a quantidade de coisas que a gente faz, mas quero que ele seja a nossa cereja do bolo. No nosso programa, só temos medalhistas paralímpicos e campeões mundiais", cita o treinador.

Johnson volta aos EUA na sexta-feira, mas dois técnicos de sua equipe, Lindsey Anderson e Lance Walker, ficarão em São Caetano do Sul, onde treina a equipe de atletismo, até terça. "Nos próximos dias, meu staff estará aqui para trabalhar com o CPB e com seus técnicos e atletas", conta o americano. "Vamos entender quais são as metas e, usando a nossa experiência, contribuir para ter aqueles pequenos avanços que ajudarão a chegar ao desejado". Serão mais cinco encontros para treinamento até a Paralimpíada, no Brasil e em Dallas, sede da Michael Johnson Performance.

Na equipe estão atletas como Terezinha Guilhermina, deficiente visual dona de três ouro paralímpicos (100 m e 200 m), e Yohansson Nascimento, amputado campeão paralímpico dos 200 metros. Por ora, o biamputado Alan Fonteles, ouro nos 200m em Londres/2012 ao derrotar Oscar Pistorius, não faz parte da equipe. Em 2014, ele fez uma pausa na carreira, mas já voltou a treinar. "Os atletas que estão no grupo vão ter que melhorar a performance. Isso não é fechado. Podemos aumentar ou diminuir (o número de velocistas) até 2016", avaliou Winckler.

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