Charles Dharapak/Reuters
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Michelle Obama promete trabalhar muito por Chicago

Na Dinamarca, primeira-dama afirma que está empolgada com a possibilidade de os Jogos acontecerem nos EUA

Karolos Grohmann, Reuters

30 de setembro de 2009 | 14h38

A primeira-dama americana Michelle Obama disse na quarta-feira que está "empolgada" por estar na capital dinamarquesa e está preparada para trabalhar muito pela candidatura de Chicago para sediar a Olimpíada de 2016. A votação para decidir a sede terá lugar na sexta-feira.

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Michelle chegou de avião dos EUA pela manhã e foi ao hotel do Comitê Olímpico Internacional (COI) em Copenhague para reunir-se com membros da organização que, na sexta, vão escolher entre Chicago, Madri, Rio de Janeiro e Tóquio a cidade sede dos Jogos Olímpicos de 2016.

"Estou tão feliz por estar aqui, tão empolgada," disse ao aglomerado de imprensa que a aguardava no hotel. "Temos muito trabalho a fazer. Não estamos dando nada como garantido, por isso vou conversar com alguns dos eleitores."

Vários membros do COI também a esperavam no saguão do hotel, onde a primeira-dama, sorridente, acenou para os apoiadores.

Uma assessora do presidente Barack Obama, Valerie Jarrett, que acompanhou a esposa do presidente a Copenhague, disse anteriormente que um trabalho intensivo de lobby seria feito antes da votação da sexta-feira.

"Falaremos com o máximo possível de pessoas dentro do prazo permitido," disse Jarrett. "Temos uma lista extensa de compromissos. Ela é tremendamente popular em todo o mundo."

Chicago é vista geralmente como favorita secundária em uma das disputas mais acirradas da história olímpica.

"Os encontros individuais são muito importantes num ambiente restrito como este," disse Jarrett, aludindo ao pequeno quarto de hotel em que as reuniões iam acontecer, adornado com fotos e suvenires de Chicago.

"Queremos mostrar que realmente temos a paixão (olímpica). O presidente está envolvido desde o primeiro dia, ele vem recebendo informes regulares."

Jarrett disse não concordar que o presidente, que chegará a Copenhague na manhã de sexta-feira e se unirá a sua mulher na apresentação ao COI, na qual ambos falarão, está passando tempo demais longe do Salão Oval.

"Ele vai passar a noite no avião. Não é um gasto de tempo importante. Acredito que será tempo bem gasto," acrescentou.

As reuniões individuais com membros do COI ganharam importância adicional desde que o então primeiro-ministro britânico Tony Blair manteve dezenas de reuniões pouco antes da votação em Cingapura que decidiu a cidade sede das Olimpíadas de 2012.

A participação de Blair foi amplamente vista como crucial para o êxito de Londres, que derrotou Paris, vista antes como favorita. O presidente francês Jacques Chirac também passou tempo em Cingapura, mas não teve reuniões individuais.

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