REUTERS/Benoit Tessier/File Photo
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Miguel Ángel López é suspenso de equipe por ter nome em investigação de tráfico de medicamentos

Operação Ilex investiga o professor da Universidade da Extremadura Marcos Maynar, que foi acusado no passado de administrar substâncias dopantes a atletas

EFE, O Estado de S.Paulo

22 de julho de 2022 | 09h19
Atualizado 22 de julho de 2022 | 10h24

O ciclista Miguel Ángel López foi suspenso da equipe Astana nesta sexta-feira. Pela manhã, ele teve seu nome noticiado por suposto envolvimento na Operação Ilex por tráfico de medicamentos, mas a Guarda Civil da Espanha negou à EFE e informou que apenas registrou a bagagem de López no aeroporto de Madri em um controle de rotina e não encontrou nada suspeito.

O nome do ciclista aparece no caso da Operação Ilex, que investiga as atividades do professor da Universidade da Extremadura Marcos Maynar por um suposto crime de tráfico ilegal de medicamentos e que anos atrás foi acusado de administrar substâncias dopantes a atletas. Maynar havia sido detido em maio pela Unidade Central Operativa (UCO) da Guarda Civil.

Enquanto isso, os advogados do atleta, Javier de las Heras e Alfredo Gómez, enviaram um comunicado à Efe no qual asseguram que o contataram e ele nega categoricamente que tenha sido detido no aeroporto de Madrid e assegura que "nunca foi detido na vida". Além disso, o ciclista "nega categoricamente ter qualquer relação/participação em qualquer ato criminoso relacionado com a distribuição de medicamentos não autorizados ou qualquer outro produto referido na notícia publicada ontem".

Professor investigado 

De acordo com fontes próximas à investigação, a prisão de Maynar ocorreu após uma busca em seu escritório na Faculdade de Ciências do Esporte da Universidade de Extremadura, em uma operação do Tribunal de Instrução número 4 de Cáceres e realizada por agentes do grupo de Saúde e Doping da UCO.

Marcos Maynar foi autuado por um crime contra a saúde pública e outro por tráfico ilegal de medicamentos. Maynar já havia sido preso em 2004 por uma operação contra o tráfico de substâncias dopantes em academias. Em 2015, Maynar foi um dos seis réus julgados em Bilbao, posteriormente absolvido, no caso de suposto doping de remadores do clube de remo Urdaibai.

Maynar foi suspenso por dez anos pela Federação Portuguesa de Ciclismo por ser acusado de fornecer substâncias dopantes à equipe de ciclismo da Maia. Um dia depois, após ser liberado, o próprio Maynar explicou à Efe que o juiz ordenou que ele se apresentasse à Justiça a cada 15 dias e está investigando-o por tráfico de drogas.

Maynar assegurou que os fatos não têm nada a ver com doping, "que pode ter sido um erro" e "é isso que terá que ser estudado" e será esclarecido. Além disso, rejeitou qualquer relação entre a Universidade da Extremadura e esses eventos e atribuiu sua prisão ao fato de que a Agência Antidoping Espanhola e a UCO o "querem" porque nas vezes em que foi preso acabou absolvido. Mayanr afirmou que a operação "é uma perseguição" e disse que confia plenamente na Justiça "porque nem ela nem os juízes me falharam". 

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