Evelson de Freitas/AE
Evelson de Freitas/AE

Mil vezes Rogério Ceni nesta tarde

Torcida esgota os 60 mil ingressos para ver o goleiro bater novo recorde com a camisa do São Paulo na partida contra o Atlético-MG no Morumbi

Moreno Bastos, O Estado de S.Paulo

07 de setembro de 2011 | 00h00

Os torcedores são-paulinos têm motivos de sobra para ir ao Morumbi, hoje, às 16 horas, acompanhar o jogo contra o Atlético-MG. Neste 7 de setembro, Rogério Ceni, o maior ídolo do São Paulo, completa mil jogos e exatos 21 anos como jogador do clube. Não por acaso, os 60 mil ingressos colocados à venda foram esgotados ontem.

O goleiro de 38 anos entra para a seleta lista, que inclui apenas Pelé (1114 jogos) e Roberto Dinamite (1075 jogos) de jogadores que atingiram mil partidas pela mesmo time brasileiro. Um feito que merece festa.

Para deixar a comemoração ainda mais animada, o time, com 38 pontos, pode assumir a liderança do Campeonato Brasileiro - o que não consegue desde a sexta rodada - se bater o Atlético-MG. Isso porque o líder Corinthians só vai enfrentar o Flamengo amanhã.

Para retomar a ponta, no entanto, o São Paulo terá que derrubar um retrospecto ruim em casa. Nas últimas seis vezes em que jogou no Morumbi pelo Brasileiro, conquistou apenas uma vitória.

Por isso, a mais nova marca a ser atingida por Rogério chegou em boa hora para os torcedores angustiados com a má fase do time. Eles receberão brindes alusivos ao recorde do ídolo.

Entre os jogadores a ordem é se matar em campo para não estragar a festa do capitão. Todos têm bem claro o apelo que Ceni fez, logo após a vitória contra o Figueirense, conclamando o torcedor a invadir o Morumbi na partida contra o Atlético-MG.

"É a festa do Rogério. Temos de correr dobrado também se temos a ambição de ganhar o campeonato", afirmou o zagueiro Rhodolfo, no mesmo tom adotado por outros jogadores.

O homenageado já avisou que não vai à festa alguma. Nem ele e nem o adversário. "O Atlético é um time experiente, que está em recuperação e vem de duas vitorias, sem sofrer gols. Virá confiante e não vai querer ser coadjuvante", afirmou o calejado goleiro do São Paulo.

Dias de paz. Rogério Ceni sabe que a liderança, mesmo que temporária, trará de volta a tranquilidade para o grupo, coisa que o time não tem desde que emendou cinco vitórias seguidas nas primeiras rodadas do Brasileiro, antes da saída de Paulo César Carpegiani para a entrada de Adilson Batista.

A meta principal do goleiro é voltar à Libertadores em 2012, sua provável última temporada como profissional. E para isso, o Tricolor terá que dar uma arrancada no segundo turno, como fez em 2008, justamente contra o Atlético-MG, quando tirou 11 pontos de diferença para o Grêmio e ficou com o título.

Rogério evita comparações. "Eu não carrego o peso de ser heptacampeão brasileiro. Carrego o peso de ganhar do Atlético-MG. Não precisamos carregar as 17 rodadas que ainda restam em um jogo. É muito peso", filosofou. "Não acredito em histórico, mas na qualidade deste grupo", afirmou Rogério, O goleiro também aposta alto na força da torcida que deve lotar o Morumbi. "O que pode fazer diferença a nosso favor são as 60 mil vozes."

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