Milan antecipa festa do 18º scudetto

Empate sem gols com a Roma garante título italiano à equipe dos brasileiros Robinho, Pato e Thiago Silva

, O Estado de S.Paulo

08 de maio de 2011 | 00h00

Um empate, apenas um empate sem gols contra a Roma, no Estádio Olímpico, foi suficiente para fazer a torcida do Milan sair para as ruas de Milão e iniciar um carnaval fora de época em comemoração ao 18.º scudetto, conquistado pelo clube ontem com duas rodadas de antecedência.

O clássico contra a Roma não foi bom, pois o Milan atuava claramente com cautela, já que o empate lhe interessava. Por isso, embora tenha ficado de posse da bola durante 68% do tempo de jogo, o time rossonero se limitou a trocar passes em sua defesa ou na intermediária adversária, mas sem nenhuma ambição ofensiva. Já os donos da casa até chegaram a levar perigo para a meta defendida por Abbiati em algumas ocasiões, mas sem conseguir chegar às redes.

Com o resultado, o Milan passou a somar 78 pontos, nove à frente da Internazionale, que tem 69, mas já não pode impedir o título do arquirrival por perder no confronto direto (na 31.ª rodada o Milan derrotou a arquirrival por 3 a 0), primeiro critério de desempate no Italiano.

Apesar de ter se mostrado bem superior aos adversários desde o primeiro turno, ainda assim o Milan não fez uma campanha brilhante. Conquistou o scudetto mais pelas qualidades de sua defesa, a menos vazada do campeonato com 23 gols, e na qual o brasileiro Thiago Silva foi o grande destaque, a ponto de até ser chamado de "extraterrestre" por Adriano Galliani, diretor executivo do clube.

Apesar de o ataque rossonero não ter sido notável ontem, os brasileiros Robinho e Alexandro Pato tiveram boas jornadas ao longo do certame. Principalmente Pato, artilheiro do time ao lado de Ibrahimovic, com 14 gols cada, e autor de dois gols na vitória por 3 a 0 contra a Internazionale cinco rodadas atrás.

Ontem, Pato recebeu um prêmio especial ainda em campo: um longo beijo na boca dado pela namorada Barbara Berlusconi, filha e herdeira do presidente do clube.

A grande festa que tomou conta das ruas de Milão se justifica: a conquista quebra um jejum que durava desde a temporada 2003/ 04, quando o Milan ainda contava com Nesta, Maldini, Kaká e Shevchenko. Depois, só deu Inter, que se sagrou pentacampeã.

Nesta temporada, porém, não teve jeito. O Milan assumiu a liderança do campeonato na 11.ª rodada e não saiu mais da ponta.

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