Milan cede e deve liberar Ronaldinho

Craque acerta os últimos detalhes para deixar o clube italiano e é esperado no Brasil já [br]na segunda-feira

Luís Augusto Monaco e Raphael Ramos, O Estado de S.Paulo

31 de dezembro de 2010 | 00h00

Ronaldinho Gaúcho acerta os últimos detalhes de sua saída do Milan e pode desembarcar no Brasil na segunda-feira. Palmeiras, Grêmio e Flamengo estão na briga pelo jogador.

O craque está com o Milan em Dubai, nos Emirados Árabes, enquanto o seu irmão e empresário, Roberto Assis, negocia no Rio com o vice-presidente do clube italiano, Adriano Galliani. As conversas avançaram e ficou praticamente certo que o jogador nem retorna com a delegação para Milão na segunda-feira. De Dubai, pegará um voo direto para São Paulo, onde poderá embarcar em seguida para Porto Alegre ou para o Rio.

Insatisfeito com a reserva, ele não deve disputar o amistoso de domingo contra o Al Ahli. Sem clima e prestígio com o técnico Massimiliano Allegri, Ronaldinho mal tem treinado com o grupo. Ontem, não participou com os companheiros da atividade pela manhã realizada na praia.

Galliani tem evitado falar com a imprensa. A demora em definir a situação de Ronaldinho e as especulações cada vez maiores sobre a negociação não têm agradado ao homem forte de Silvio Berlusconi, dono do Milan e primeiro-ministro da Itália.

Contatado pelo Estado, Galliani respondeu rapidamente a duas perguntas. Questionado sobre se Ronaldinho viria para o Brasil em janeiro, disse apenas que "possivelmente". Depois, falou sobre sua permanência no Rio. "Não sei até quando fico no Brasil, tudo vai depender da negociação. Fico até quando as coisas se resolverem."

Assis confirmou ao Estado que a negociação está perto de um desfecho e que Ronaldinho deve ser liberado pelo Milan. Ele, no entanto, não revela como estão as conversas ações sobre o futuro do craque. "Primeiro estamos tentando acertar a situação do atleta com o Milan. Depois é que vamos ver essa questão do clube", desconversou.

O fato é que o Milan quer se livrar do alto salário pago a Ronaldinho. Até junho, quando termina seu contrato, ele tem direito a receber 4 milhões (R$ 8,8 milhões). O jogador, em contrapartida, não quer sair no prejuízo. Seu desejo é assinar com alguém que pague o mesmo que ele recebe na Itália. Como as ofertas não atingiram o valor pedido, ele cobra que o Milan banque a diferença. Assim, o clube está disposto a liberá-lo para quem oferecer o melhor salário para, caso seja necessário pagar essa diferença pedida por Ronaldinho, não precise gastar muito. O Palmeiras, com a ajuda de patrocinadores, ofereceu R$ 1,3 milhão por mês.

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